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Prefeito
Crivella e Paulo Messina, chefe da Casa Civil
Foto:
Prefeitura do Rio
|
Paulo
Messina volta para a Câmara. Seu suplente já tinha manifestado a intenção de
votar pela continuidade do processo.
O prefeito
Marcelo Crivella exonerou seu chefe da Casa Civil, Paulo Messina, no dia em que
a Câmara Municipal do Rio vota nesta terça (2) se
abre um processo de impeachment.
Fora da
prefeitura, Messina reassume a vaga que estava com seu suplente. Jimmy Pereira
está no grupo que quer tirar o prefeito do cargo. Basta a maioria simples para
que o processo vá adiante. A expectativa é que Messina seja nomeado de volta
após a votação.
A TV Globo
apurou que a saída de Messina é uma tentativa de barrar o andamento do pedido.
O pedido a ser
analisado nesta terça é o
segundo em uma semana – o primeiro foi arquivado.
Fiscal da
Secretaria de Fazenda e autor do pedido, Fernando Lyra Reys afirma que Crivella
cometeu crime de responsabilidade ao renovar contratos de mobiliários urbanos
em dezembro de 2018. A medida teria favorecido as empresas OOH Clear Channel e
JCDecaux.
De acordo com a
denúncia, as empresas tinham 20 anos para explorar o serviço e, depois disso, o
material passaria a pertencer ao município. Uma emenda, no entanto, foi
apresentada pelo Poder Público para renovar a concessão. Reys sustenta que isso
causou prejuízos aos cofres públicos.
Desvantagem
Na semana passada,
um grupo de 33 vereadores votou a favor de uma mudança na Lei Orgânica do
Município para transformar
as eleições em indiretas já a partir do fim do segundo ano de
mandato. A alteração seria uma resposta a um possível impedimento do prefeito.
Era necessário mais um voto para que a emenda passasse.
Agora, outros
vereadores de oposição devem apoiar a admissibilidade do pedido, como os seis
da bancada do PSOL.
“O documento é
forte. Mostra claros indícios de improbidade administrativa e de recursos
públicos jogados fora”, afirmou Paulo Pinheiro. “Não há mais condições de vida
para um governo morto por dentro”, emendou.
No fim de
semana, Crivella se reuniu com o presidente da Câmara, Jorge Felippe, e com o
líder do governo na Casa, Jairinho, no Palácio da Cidade. Propôs oferecer um
café da manhã com os vereadores.
Nesta segunda,
porém, 25 vereadores disseram a Felippe que não querem diálogo com Crivella.
Por Gabriel Barreira e Pedro Figueiredo, G1
Rio e TV Globo

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