![]() |
Aviões da
Força Aérea da Rússia pousam em Caracas, na Venezuela,
no sábado (23)
— Foto: REUTERS/Carlos Jasso
|
Na
quarta-feira, Donald Trump disse que militares russos devem deixar o país.
Porta-voz russa diz que Estados Unidos querem ditar como nações se relacionam e
afirmou que militares ficam.
A Rússia
afirmou que a presença de seus militares na Venezuela "não ameaça
ninguém". A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores
nesta quinta-feira (28), em resposta a Donald Trump, que afirmou que militares devem deixar o país.
"A
Rússia não infringiu nada, nem os acordos internacionais, nem o Direito
venezuelano. Ela não muda o equilíbrio de forças na região e não ameaça
ninguém, diferentemente de Washington", disse a porta-voz do Ministério,
Maria Zakharova.
A porta-voz
classificou as críticas de autoridades americanas esta semana como
"tentativa arrogante de ditar para Estados soberanos como têm de se
relacionar entre eles. Nem Rússia nem Venezuela são províncias dos Estados
Unidos".
Segundo ela, os
militares ficarão no país o tempo que for necessário.
"Eles
se ocupam da aplicação dos acordos firmados no campo da cooperação técnica e
militar. Por quanto tempo? O tempo que for necessário. Tanto tempo quanto for
necessário para o governo da Venezuela".
"Os
especialistas russos chegaram à Venezuela em virtude de um acordo bilateral
intergovernamental sobre a cooperação militar e técnica. Ninguém anulou esse
documento", afirmou Zakharova.
Na quarta-feira
(27), durante encontro com esposa do líder da oposição e autoproclamado
presidente Juan Guaidó, Trump pediu à Rússia que saia da Venezuela, após a
tensão criada pelo envio de militares e material russos para Caracas.
Contingente
militar
Dois aviões russos, um Antonov An-124
e um Ilyushin Il-62, chegaram na semana passada à Venezuela. Segundo a imprensa
local, transportavam 99 militares e 35 toneladas de material, sob o comando do
chefe do Exército de Terra, general Vasili Tonkoshkurov.
Denunciada
pelos Estados Unidos, a presença de militares russos na Venezuela "não
está, em nenhum caso, ligada a possíveis operações militares", garantiu o
adido de defesa da embaixada da Venezuela na Rússia, José Rafael Torrealba
Pérez, nesta quinta-feira (27), em Moscou, citado pela agência Interfax.
"Insisto
no fato de que se trata apenas de cooperação militar e técnica. A presença
militar russa não está, em nenhum caso, vinculada a possíveis operações
militares", declarou Torrealba Pérez.
Ele afirmou
ainda que um representante do Ministério venezuelano da Defesa também visitará
Moscou no final de abril.
Uma fonte
diplomática russa que não quis ser identificada, citada pela agência pública de
notícias Sputnik, disse que este envio não tinha "nada de misterioso"
e que entra "no marco da cooperação técnica e militar" entre os dois
países.
Rússia e
Venezuela fecharam, em 2011, um acordo de cooperação militar que prevê a venda
de armas russas para Caracas financiadas com crédito russo.
Por France Presse

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!