Menem ocupa
cargo de senador e, por isso, só será preso se outros senadores votarem a favor
da prisão. Ex-ministro da Economia também foi condenado.
A Justiça da Argentina condenou nesta quarta-feira
o ex-presidente Carlos Menem a
três anos e nove meses de prisão por fraude na venda de um imóvel. No entanto,
por ocupar o cargo de senador, Menem tem imunidade parlamentar e só será preso
caso os colegas de Senado aprovem a detenção.
O ex-ministro
da Economia, Domingo Cavallo, também foi condenado a três anos e seis meses de
prisão por participação em crime de peculato. Ele inabilitado para exercer
cargo público pelo resto da vida
Os juízes da
Suprema Corte consideraram que Menem e Cavallo cometeram fraude ao vender na
década de 1990 um imóvel que pertencia ao Estado no bairro de Palermo, um dos
mais badalados de Buenos Aires, à Sociedade Rural Argentina (SRA) por US$ 30
milhões.
No momento da
venda, o valor de mercado do imóvel era de US$ 131,8 milhões porque a Argentina
adotava na época uma política de paridade cambial com a moeda americana.
Por esse
motivo, a Suprema Corte decidiu que o valor acertado para a venda constituiu um
crime de peculato, ou seja, desvio de recursos públicos.
Justiça
acusou outros 10
Outros dez
acusados foram julgados pela Suprema Corte da Argentina hoje, entre eles dois
ex-presidentes da SRA e integrantes da Comissão de Venda de Imóveis Estaduais
do Ministério da Economia.
Matías Ordóñez
e Gastón Figueroa Alcorta, os dois integrantes da comissão governamental,
também foram condenados a três anos de prisão por serem considerados cúmplices
do crime de peculato.
O caso ocorreu
há 27 anos. Em 20 de dezembro de 1991, Menem assinou um decreto no qual
autorizou a venda direta do imóvel em Palermo para a SRA, um dos principais
sindicatos patronais do país.
A primeira
denúncia sobre a venda irregular foi registrada na década de 1990, mas o
ex-presidente e o ex-ministro da Economia só foram processados em 2014.
Menem
inocente em caso de atentado
Há um mês,
tribunal argentino declarou Menem inocente da acusação de encobrir os autores do atentado contra o centro judaico AMIA,
em Buenos Aires, em 1994. A Justiça condenou, no mesmo julgamento, o ex-chefe
de Inteligência do ex-presidente e um ex-juiz, entre outros ex-funcionários e
cúmplices. O ataque deixou 85 mortos e 300 feridos.
A Argentina
acusou ex-governantes iranianos pela bomba na Associação Mutual Israelita
(AMIA), mas nunca conseguiu levá-los a julgamento. Suspeita-se, além disso, que
tiveram uma poderosa conexão local, que ainda não foi identificada.
Em outubro,
Menem foi absolvido da acusação de
tráfico de armas – mais um dos casos envolvendo o ex-presidente da
Argentina.
Por Agência EFE

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