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Núncio
Apostólico na Nicarágua, Dom Stanislaw Sommertag (no centro),
em Manágua,
na segunda-feira (5), anunciou que governo e oposição
romperam
impasse e vão negociar — Foto: Oswaldo Rivas/ Reuters
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Na última
semana, o governo e a oposição tinham anunciado fim do impasse nas conversas em
busca de uma solução para a crise política. Mas a oposição quer 'mostras
contundentes' de que governo deseja solucionar crise.
A opositora
Aliança Cívica da Nicarágua anunciou neste domingo (11) que não retornará à
mesa de negociações até que o governo de Daniel Ortega dê "mostras
contundentes" de que deseja resolver a crise no país, libertando os presos
políticos e encerrando a repressão.
Na última semana, o
governo de Ortega e a oposição anunciaram que tinham rompido o impasse nas
conversas em busca de uma solução para a crise política. Mas, a
delegação opositora disse em comunicado que "retomará sua presença na mesa
de negociações uma vez que o governo da Nicarágua dê ao país mostras
contundentes para encontrar soluções integrais para a crise".
A oposição
condiciona o retorno às conversas com o governo, iniciadas em 27 de fevereiro,
à "libertação dos presos políticos e ao fim da repressão e
sequestros" contra as pessoas que participaram nos protestos contra Ortega
ano passado.
Além disso,
exige o "fim da perseguição dos parentes dos detidos e o respeito dos
padrões internacionais para o tratamento dos presos políticos, incluindo a
proibição de tratamentos cruéis, desumanos e degradantes". Também pede
assistência médica para os citados.
Ao menos 335
pessoas morreram, mais de 700 foram detidas e milhares abandonaram o país após
a repressão aos protestos iniciados no ano passado contra o governo por conta
de uma reforma da Previdência, que depois se transformou em uma demanda pela
saída de Ortega, que está no poder há 12 anos.
Tentativa
frustrada
Na última
semana, o governo de Ortega e a oposição anunciaram que tinham rompido o
impasse nas conversas em busca de uma solução para a crise política.
Após cinco
rodadas de diálogo, um acordo de negociações foi definido. Como testemunha,
estava o núncio apostólico (ou representante do Vaticano na Nicarágua),
Waldemar Stanislaw Sommertag.
"Foi
aprovado o mapa do caminho [para as negociações]", anunciou o núncio em
uma entrevista coletiva na terça-feira (5).
Na ocasião,
como parte do acordo, as partes convidaram o núncio a continuar como
"testemunha e acompanhante internacional" do diálogo, e o cardeal
Leopoldo Brenes, presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN), e o
pastor Ulises Rivera, coordenador dos pastores evangélicos, como "testemunhas
e acompanhantes nacionais".
Por G1

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