
Só na
capital, o aumento foi de 49,4% comparando com o mesmo mês de 2018. Um dos
crimes identificados pela polícia foi o golpe do motoboy. Número de mortes
violentas caiu.
Os casos de
estelionato no Rio de Janeiro aumentaram 44% em fevereiro deste ano, comparando
com fevereiro de 2018. Só na capital, o aumento foi de 49,4% no mesmo período.
Um dos crimes
identificados pela polícia nos últimos meses foi o golpe do motoboy, no qual os
criminosos montam uma central telefônica igual a de um banco para furtar
cartões de crédito.
Uma das vítimas
recebeu uma ligação no meio da tarde de uma suposta funcionária de banco
perguntando se ela autorizava duas compras feitas no interior de São Paulo.
“Eu falei que
não, que meu cartão estava comigo, eu estou no Rio de Janeiro. Não procedia e
não aprovava. Aí a moça falou que ia não aprovar a compra, mas que eu ligasse
imediatamente para operadora do meu cartão para bloquear o cartão”.
Quando a vítima
liga para o número para tentar não pagar pelas compras que não fez e pedir o
bloqueio do cartão, que o golpe se concretiza.
“Ao ligar, eu
tive toda aquela primeira informação de quando você liga para o banco, aquelas
mensagens automáticas, e fui atendida por um rapaz que possuía todos os meus
dados e que falou que estava bloqueando o cartão, mas que essas compras já
haviam sido efetuadas”, disse a vítima.
Durante a
ligação, o golpista disse que para o valor ser ressarcido, a vítima teria que
levar o cartão até o endereço de uma seguradora.
“E passou dois
endereços que eram impossíveis de eu chegar antes de seis horas da tarde, que
foi o horário limite que ele deu pra que as compras fossem compensadas. Aí, ele
pegou e falou assim: 'eu posso pedir pra ele buscar na residência da senhora. A
senhora deve fazer uma carta de próprio punho não reconhecendo essas compras e
junto a essa carta enviar o seu cartão de credito'. Eu ainda tive o cuidado de
destruir o código de segurança que tem atrás do cartão, mas enviei o cartão com
essa carta, com minha assinatura”, explicou.
Um motoboy
passou na casa da vítima e buscou o envelope com o cartão e a carta assinada.
“Fiquei cismada. Liguei para o banco novamente. Eles falaram que não havia
nenhum pedido de bloqueio de cartão. E foi então que eu bloqueei o meu cartão,
mas já havia sido feita uma compra no valor de R$ 2.030,00”.
O caso foi
registrado na delegacia do Tanque e impressionou até os policiais. “O rapaz de
ontem comentou que chama-se golpe do motoboy, Eles nunca tinham visto com uma
riqueza de detalhes como essa porque foi muito bem organizado. Ele tinha todos
os meus dados. Ele tinha o meu CPF completo, ele tinha meu endereço de
residência, tinha meu telefone, meu nome completo, dados de minha mãe e de meu
pai. Como você vai suspeitar se você próprio ligou para o seu banco, se a
pessoa de lá tinha todos os seus dados. É uma situação invertida. Você tem que
provar que você é honesto”.
Mortes
violentas caíram
O número de
mortes violentas no RJ caiu pelo segundo mês seguido. O indicador, que reúne os
registros de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e
morte por intervenção de agente do Estado, teve no mês passado redução de 16%
em relação a fevereiro do ano passado e de 15 comparando com janeiro de 2019.
Em fevereiro de
2019, o indicador homicídio doloso – quando há intenção de matar – apresentou
uma redução de 28% em relação a fevereiro do ano passado. Este foi o mês de
fevereiro com o menor número de vítimas nos últimos 28 anos e também o menor
número de vítimas desde agosto de 2015.
Por Lívia Torres, Bom Dia Rio
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