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Fachada do
Banco Central da Venezuela, em Caracas, de onde
ouro teria sido retirado pelo governo — Foto:
Reuters/Marco Bello
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Segundo
Angel Alvarado, Maduro planeja vender o ouro ilegalmente no exterior.
Parlamentar e outras três fontes governamentais disseram à agência Reuters que
operação aconteceu enquanto chefe do banco, Calixto Ortega, estava no exterior.
Ao menos oito
toneladas de ouro foram removidas dos cofres do Banco Central da Venezuela na
última semana, disseram à Reuters um parlamentar da oposição e três fontes
governamentais, no sinal mais recente do desespero do presidente Nicolás Maduro
para levantar recursos em meio a sanções cada vez mais duras contra o país.
O ouro foi
retirado em veículos do governo entre quarta e sexta-feira da semana passada
(20 a 22), quando não havia nenhum guarda regular no banco, disseram o
parlamentar Angel Alvarado e três fontes governamentais.
"Eles
planejam vender (o ouro) no exterior ilegalmente", disse Alvarado em
entrevista.
O banco central
da Venezuela não se manifestou.
Alvarado e as
fontes governamentais não disseram para onde o banco central estava enviando o
ouro. Eles afirmaram que a operação aconteceu enquanto o chefe do banco,
Calixto Ortega, estava em viagem no exterior.
Em 2018, 23
toneladas de ouro foram transportados da Venezuela para Istambul de avião, de
acordo com fontes e dados do governo turco.
O banco central
comprou parte deste ouro de rudimentares campos de mineração no sul da
Venezuela e o exportou para a Turquia e outros países para financiar a compra
de alimentos básicos, dada à ampla escassez de produtos, de acordo com mais de
30 pessoas com conhecimento da transação.
Cerca de 20
toneladas de ouro também foram retiradas dos cofres do banco central em 2018,
de acordo com dados da instituição, deixando 140 toneladas restantes, o menor
nível em 75 anos.
A empresa de
investimentos de Abu Dhabi Noor Capital disse em 1º de fevereiro ter comprado 3
toneladas de ouro do banco central venezuelano em 21 de janeiro, mas que não
compraria mais até que a situação do país se estabilizasse. A Noor Capital
disse que sua transação foi feita de acordo com “padrões e leis internacionais
em vigor” até aquela data.
O governo
Maduro tem tentado repatriar cerca de 31 toneladas de ouro armazenadas no banco
central da Inglaterra por temores de que sejam afetadas por sanções
internacionais contra o país.
O ministro de
Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse nesta quarta-feira (27),
durante reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, que o Banco
da Inglaterra havia bloqueado os bens do governo venezuelano.
O governo
Maduro tem recorrido à venda de
ouro depois que a queda na produção de petróleo, o amplo colapso
econômico do país e as crescentes sanções afetaram as finanças do país e
tornaram mais difícil para que Caracas ter acesso a crédito.
Por Reuters

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