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Membros do
Conselho de Segurança das Nações Unidas
se reuniram
em Nova York, na terça-feira (26), para discutir
a situação na Venezuela — Foto: Shannon
Stapleton/ Reuters
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Washington
pede eleições presidenciais e a entrada de ajuda humanitária. Já Moscou defende
respeito à soberania venezuelana.
Estados Unidos
e Rússia, que têm posições contrárias sobre a Venezuela, vão submeter à
votação no Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (28) dois projetos
de resolução completamente diferentes: Washington reivindica eleições
presidenciais e a entrada de ajuda humanitária, enquanto Moscou se inquieta por
ameaças do uso da força e pede que a soberania venezuelana seja respeitada.
O texto
americano obterá possivelmente os nove votos necessários - de um total de
quinze - para ser aprovado, mas será vetado por Rússia e China, que defendem o
governo de Maduro, afirmam diplomatas.
Este projeto,
ao qual a AFP teve acesso, assegura que o governo Maduro provocou um
"colapso econômico", que é necessário impedir uma deterioração maior
da situação humanitária e pede a "entrada sem entraves de ajuda"
humanitária.
Exorta a
celebração de "eleições livres, justas e confiáveis" na presença de
observadores internacionais e descreve a última eleição de Maduro, em maio
passado, como "nem livre, nem justa".
Também pede
para apoiar "a restauração pacífica da democracia e do Estado de
direito" na Venezuela e solicita que o secretário-geral da ONU, António
Guterres, negocie um acordo para celebrar novas eleições neste país.
As resoluções
do Conselho, que são vinculantes, devem obter nove votos para ser aprovadas e
nenhum veto dos cinco membros permanentes (Grã-Bretanha, China, França, Rússia
e Estados Unidos).
O texto da
Rússia, por outro lado, expressa inquietação de Moscou com as "ameaças de
uso da força" na Venezuela e as "tentativas de intervenção em
assuntos" internos do país, apoia uma "solução política e
pacífica" para a crise e para coordenar sua entrada e distribuição.
O projeto de
resolução russo não conta com os nove votos necessários para sua aprovação e caso
seja aprovado, certamente seria vetado por Estados Unidos, França ou Reino
Unido.
A crise
política na Venezuela coloca em confronto Maduro e o opositor Juan Guaidó,
líder do Parlamento venezuelano que se autoproclamou presidente interino há pouco mais de um mês. A
iniciativa de Guaidó foi reconhecida pelos Estados Unidos e cerca de 50 países,
entre eles, o Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e países latino-americanos
como Brasil, Colômbia, Chile, Peru e Argentina.
Juan Guaidó
discursa durante encontro do Grupo de Lima sobre situação na Venezuela — Foto:
Luisa Gonzales/Reuters
Nesta
quinta, Guaidó chegou a Brasília e
será recebido pelo presidente Jair Bolsonaro, antes de seu retorno anunciado a
Caracas.
Guaidó tem
insistido em regressar ao seu país para exercer suas "funções",
apesar da possibilidade de ser preso por ter desrespeitado uma determinação da justiça.
No fim de
janeiro, o Tribunal Supremo da Venezuela, que é favorável a Maduro, proibiu
Guaidó de sair do país e congelou as suas contas, atendendo ao pedido do
procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab.
Reunião com
Trump
Na quarta, o
chanceler chavista Jorge Arreaza propôs no Conselho de Direitos Humanos da ONU um encontro entre Maduro e
Trump, mas o vice-presidente americano, Mike Pence, rechaçou essa
possibilidade.
"A única
coisa para ser discutida com Maduro neste momento é a hora e a data de sua
saída", escreveu no Twitter Pence, acrescentando a hashtag em espanhol
#VenezuelaLibre".
Por France Presse

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