
Histórias
foram alinhadas com o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, Miguel Skin e
Gustavo Estelita, empresários do setor de saúde.
O ex-governador
do Rio de Janeiro Sérgio Cabral assumiu
a procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que, quando já estava preso,
mentiu em depoimentos à Justiça para beneficiar ex-parceiros que integraram seu
governo.
O depoimento de
Cabral exibido pelo RJ2 desta quarta-feira (27) mostra o ex-governador
afirmando que combinou versões com o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes,
Miguel Skin e Gustavo Estelita, empresários do setor de saúde.
Cabral foi
preso na Operação Lava Jato em novembro de 2016 e suas condenações
somam 198 anos e 6 meses de prisão.
MPF: O
Côrtes falou que tinha recebido valores para uma campanha eleitoral, depois se
retratou...
Cabral: Mentira.
Isso foi um combinado meu com ele na prisão para dizer isso, para ajudá-lo.
MPF: O
senhor chegou a combinar versões com o Sérgio Côrtes?
Cabral: Combinei
versões com ele.
MPF: E
com outros investigados?
Cabral: Combinei
também, com o Miguel (Skin) e o Gustavo (Estelita).
MPF: Que
versão foi combinada?
Cabral: A
que eu disse no meu depoimento e que não é verdade. Não foi só dinheiro de
campanha.
Em nota, a
defesa do empresário Miguel Skin disse que o desespero leva pessoas a inventar
fatos. A defesa de Sérgio Côrtes afirmou que os fatos relatados por Cabral não
são novos. A produção do RJ2 não conseguiu contato com a defesa de Gustavo
Estelita.
Revelações
Na semana
passada e nesta, o ex-governador tem aberto o jogo e contado ao MPF e à Justiça
detalhes da corrupção no Rio de Janeiro. Oficialmente, Cabral não é considerado
um delator, mas sim réu confesso.
E a disposição
dele em falar a verdade parece estar só no começo. No depoimento ao MPF no dia
15, e na terça-feira (26) ao juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal
Criminal do Rio, Cabral disse que tem muito mais a contar.
Recebimento
de propina
Também na
semana passada, Cabral admitiu
pela primeira vez que recebeu propinas em obras, contratos com
fornecedores e negociações envolvendo o governo do estado.
Durante o
depoimento, Cabral falou de valores ilícitos supostamente pagos durante a
reforma do Maracanã, desapropriação do Porto do Açu, Linha 4 do Metrô, entre
outros episódios.
Por RJ2
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