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O ministros
da Economia, Paulo Guedes (esq.), e da Casa Civil,
Onyx
Lorenzoni (dir.), durante entrevista coletiva em Brasília
Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil
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Ministro da
Economia se reuniu com Onyx para discutir proposta, que deve ser apresentada
mês que vem. Na capitalização, trabalhador faz poupança para assegurar
aposentadoria.
O ministro da
Economia, Paulo
Guedes, informou nesta terça-feira (8) que o governo incluirá na
proposta de reforma da Previdência Social, a ser enviada ao Congresso em
fevereiro, a previsão de um regime de capitalização.
A capitalização
é uma espécie de poupança que o próprio trabalhador faz para assegurar a
aposentadoria no futuro.
O regime atual é
o de repartição, pelo qual o trabalhador ativo paga os benefícios de quem está
aposentado.
"Eu acho
que um sistema de capitalização, como estamos desenhando, é algo bastante mais
robusto, é mais difícil, o custo de transição é alto. Mas estamos trabalhando
para as futuras gerações", afirmou o ministro.
Paulo Guedes
deu a declaração após se reunir com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni,
para discutir a proposta.
Na avaliação do
ministro da Economia, a reforma formulada pelo governo Jair Bolsonaro é
"profunda" e servirá para "democratizar" o sistema
previdenciário, "acelerar" o ritmo de crescimento e
"estimular" o aumento de produtividade.
De acordo com
Paulo Guedes, o atual sistema está "condenado" – a previsão do
governo é que as contas da Previdência registrem saldo
negativo superior a R$ 300 bilhões neste ano.
"Então,
nós estamos tentando justamente salvar as futuras gerações. 'Salvar' é um
movimento duplo. Primeiro, você tem que salvar essa Previdência que está aí,
mas, ao mesmo tempo, para as futuras gerações, você quer criar um novo regime
trabalhista e previdenciário", disse o ministro.
MP para
coibir fraudes
De acordo com o
ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, será levada nesta quarta-feira (9) ao
presidente Jair
Bolsonaro o texto de uma medida provisória (MP) cujo objetivo
será coibir
fraudes previdenciárias.
De acordo com
Paulo Guedes, o texto "contra fraudes e privilégios" vai gerar uma
economia de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões por ano.
Assim que for
publicada, a MP terá força de lei, mas precisará ser aprovada pelo Congresso
Nacional em até 120 dias para se tornar uma lei em definitivo.
Por G1 — Brasília

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