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© Fernando
Frazão O governador do Rio de
Janeiro, Wilson Witzel (PSC)
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O governador do
Rio de Janeiro, Wilson Witzel
(PSC), relacionou um dos cinco presos na operação Os Intocáveis,
deflagrada nesta terça-feira, ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista
Anderson Gomes. Witzel não identificou o suspeito. Conduzida pela Polícia
Civil e o Ministério Público, a ação não tinha relação direta com as
investigações sobre a execução da vereadora e mirava a atuação de milicianos e
grilagem de terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Um dos 5 presos na Operação Os Intocáveis é
suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do
motorista Anderson Gomes. Gostaria de parabenizar o Gaeco, do @MP_RJ, com o apoio da Draco e da Core, da
Polícia Civil, por mais uma ação bem sucedida.
Entre os alvos
da operação nesta terça, estão três policiais militares que foram identificados
como líderes da organização. São eles um da ativa, o major Ronald Paulo Alves
Pereira, um reformado, o tenente Maurício Silva da Costa, e Adriano Magalhães
da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, que não
foi encontrado e está foragido.
Segundo o MP,
as investigações estão baseadas em escutas telefônicas e contatos recebidos
pelo Disque Denúncia, e apontam que o grupo seria responsável por grilagem de
terras, recepção de carga, posse e porte ilegal de arma, extorsão de moradores
e comerciantes, ocultação de bens, falsificação de documentos, pagamento de
propina a agentes públicos, agiotagem, ligações clandestinas de água e luz,
além ameaça e intimidação.
Marielle
O temor da
interferência da vereadora Marielle Franco (PSOL) nas atividades de milicianos,
sobretudo na grilagem de terras, foi identificado como uma das prováveis causas do
assassinato da vereadora, segundo o general Richard Nunes, que foi secretário
de Segurança Pública durante a intervenção federal no Estado.
Questionada em
entrevista, a promotora Simone Sibilio argumentou que não é possível afirmar,
nesse momento, que o grupo alvo da operação desta terça-feira seja o
responsável pela execução, mas que isso não pode ser descartado e que os presos
de hoje também poderão ser ouvidos em outras investigações.
“Essas pessoas
todas, alvos dessa operação e dessa investigação, não podemos afirmar nesse
momento que elas tenham relação com o caso Marielle e Anderson, o que nós
também não descartamos”, disse. “Se parte dessas pessoas tiver algum
envolvimento na investigação da Marielle, elas serão ouvidas e terão a
oportunidade de falar.”

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