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Passaporte
venezuelano
Foto: Mariana Bazo/File Photo/Reuters
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Medida foi
adotada após imigrante venezuelano atacar uma jovem grávida no Equador.
Chanceler do governo Maduro acusa decisão: 'perseguição fascista'.
O Equador passará a exigir, a
partir desta segunda-feira (21), a apresentação de antecedentes criminais por
parte de cidadãos da Venezuela que
desejem entrar no país. A informação é do vice-presidente equatoriano, Otto
Sonnenholzner.
A medida foi
adotada depois que um venezuelano atacou uma jovem grávida com uma faca na
noite de sábado em uma rua movimentada da cidade de Ibarra, no norte do país,
na presença de diversos policiais – incidente que despertou a preocupação de
autoridades.
"Sem
generalizações, mas com a mão firme, hoje devemos diferenciar os venezuelanos
que fogem do governo de (Nicolás) Maduro e outros que se aproveitam
dessa situação para cometer crimes, por isso os controles serão
fortalecidos", disse Sonnenholzner.
"A partir
de hoje e, tendo em vista que o governo venezuelano separou o seu país da
Comunidade Andina, exigiremos para todos os seus cidadãos a apresentação do
passado judicial apostilado", acrescentou falando a uma rede de rádio e
televisão.
Sonnenholzner
disse que Caracas se nega a entregar uma base de dados sobre os seus cidadãos
para verificar as informações dos que chegam ao Equador, fugindo de uma grave
crise econômica e política que abala a Venezuela.
O chanceler da
Venezuela, Jorge Arreaza, acusou o presidente do Equador, Lenín Moreno, e o seu
governo de incitar "uma perseguição fascista contra os venezuelanos no
Equador". Em publicação no Twitter, Arreaza também relembrou que na
"Venezuela vivem centenas de milhares de equatorianos e nunca foram
discriminados".
Por Reuters

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