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Foto de
arquivo mostra integrantes da guerrilha (ELN) em um
campo de
treinamento às margens do rio San Juan, na Colômbia
Foto: Luis
Robayo/AFP/Arquivo
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Grupo
guerrilheiro tem integrantes abrigados em Cuba, que prestou solidariedade em
nota. Governo colombiano pede extradição desses membros após o atentado que
matou 21.
O governo
da Colômbia reforçou
nesta segunda-feira (21) o pedido para que Cubaentregue os
representantes do Exército Nacional de Libertação (ELN) escondidos no país. O
grupo assumiu
a autoria do atentado contra uma escola de cadetes em Bogotá. O ataque
deixou 21 pessoas mortas (entre eles, o agressor) e dezenas de feridos.
Cuba abriga
integrantes do ELN e sedia negociações entre a facção e o governo colombiano.
Por isso, a Colômbia quer que o país caribenho entregue os responsáveis pelo
atentado da semana passada.
"O ELN,
como organização, reconhece a sua autoria (do ataque terrorista) e deve ser
responsabilizado", disse em entrevista coletiva o alto comissário de Paz,
Miguel Ceballos.
O presidente da
Colômbia, Iván
Duque, havia
ordenado ainda na sexta-feira a reativação das ordens de captura contra dez
integrantes do ELN que estão na delegação da guerrilha em Cuba. Porém,
no sábado, o governo cubano ativou protocolos diplomáticos com o grupo – que,
até o ataque, pretendia celebrar um acordo de paz com o governo.
"Cuba
atuará em estrito respeito aos Protocolos do Diálogo de Paz assinados entre o
governo e o ELN, incluindo o Protocolo em Caso de Ruptura da Negociação. Está
em negociação com as partes e outros fiadores", informou pelo Twitter o
chanceler cubano Bruno Rodríguez.
De acordo com
Ceballos, "esses protocolos eram destinados a procedimentos logísticos,
mas uma vez os diálogos foram rompidos e jamais retomados (pelo governo
colombiano)". Desde o início do mandato como presidente, Duque
exigiu que o ELN libertasse todos os sequestrados e abandonasse toda atividade
criminosa.
"Nós, como
governo, não podemos permitir que se aplique um protocolo para que alguns
retornem às suas unidades na Colômbia e entrem na floresta para se esconderem
da Justiça. Não há razão jurídica, não há razão política, não há razão ética
(que justifique a proteção aos membros do ELN)", afirmou o comissário de
Paz.
Cuba 'tem
obrigação' de entregar
O chanceler
colombiano, Carlos Holmes Trujillo García, que também participou da entrevista
coletiva, disse que Cuba tem a obrigação de entregar os representantes do ELN
que estão no território cubano.
"O governo
de Cuba tem a obrigação internacional de efetivar as ordens de captura,
apreender os integrantes desse grupo terrorista e colocá-los à disposição das
autoridades", opinou o chanceler. Nesse ponto, o comissário de paz
garantiu que o governo de Cuba "nunca se negou à entrega".
Em seguida,
Trujillo disse que a meta "é a ação conjunta de dois Estados que têm
compromissos internacionais na luta contra o terrorismo".
"Em 1932,
Cuba e Colômbia assinaram um tratado de extradição, que está vigente, portanto
vamos recorrer a todos os instrumentos que o Estado colombiano tem para que
estas pessoas sejam entregues da maneira mais rápida à Justiça
colombiana", lembrou o chanceler.
Pouco antes da
entrevista coletiva, o governo cubano declarou que "jamais permitiu nem
permitirá que o seu território seja usado para a organização de atos
terroristas".
Com relação ao
impacto que esta situação pode ter nas relações com o governo cubano, o
chanceler colombiano disse que "a relação com Cuba neste caso específico é
vista como uma relação de cooperação entre dois Estados e países que estão
comprometidos a combater o terrorismo com eficácia".
Por Agência EFE

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