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© Fornecido
por AFP Palácio de Justiça em Lima
em 20 de
julho de 2018
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A crise interna
no Ministério Público do Peru se intensificou nesta quarta-feira (2), após a
recusa de dois procuradores de substituir seus pares afastados da investigação
dos supostos vínculos ilícitos entre a empreiteira brasileira Odebrecht e
ex-presidentes da República.
"Hoje
apresentamos, pelo bem da instituição (...) e para que as investigações não
sejam prejudicadas, nossa renúncia ao cargo", disse à imprensa o
procurador Marcial Páucar, que tinha sido nomeado com Frank Almanza na
segunda-feira, quatro horas antes do fim do ano, pelo questionado
procurador-geral Pedro Gonzalo Chávarry.
O surpreendente
afastamento dos procuradores do caso Odebrecht, Rafael Vela e José Domingo
Pérez, desencadeou uma onda de protestos populares e motivou o presidente
Martín Vizcarra a pedir para o Congresso declarar o Ministério Público em
estado de emergência nesta terça-feira.
A decisão dos
procuradores Frank Almanza e Marcial Páucar de renunciar a integrar a equipe
que investiga a Odebrecht também foi uma surpresa. Eles tinham aceitado sua
designação na segunda-feira.
Predomina a
impressão de que Chávarry acabará beneficiando a impunidade com a retirada dos
procuradores nomeados em julho passado.
Chávarry é
questionado porque se considera que a retirada de Vela e Pérez boicota um
acordo judicial de colaboração eficaz (delação premiada) entre o MP brasileiro
e os procuradores peruanos despedidos para que os executivos da Odebrecht
entreguem provas documentais de supostos pagamentos a políticos locais em troca
de favores.
O acordo
passaria a valer em 11 de janeiro, com um depoimento, em São Paulo, do
ex-diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata.
AFP

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