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© Reprodução
do YouTube Jair Bolsonaro concedeu
nesta 5ª
(3.jan.2019) ao SBT a sua 1ª entrevista após a posse
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O presidente
Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (3.jan.2019) que estuda 1 projeto para
acabar com a Justiça do Trabalho. Segundo ele, “havendo clima”, o
governo deve discutir a proposta e dar prosseguimento à ideia.
“Isso daí, a
gente poderia até fazer, isso está sendo estudado. E, havendo o clima, nós
podemos discutir essa proposta e mandar pra frente. Nós queremos”, disse.
A declaração
foi feita ao Jornal do SBT. Foi a 1ª entrevista de Jair Bolsonaro
após assumir a Presidência da República. Assista
a trecho do vídeo postado pelo SBT no Facebook.
Bolsonaro disse
ainda que “a mão de obra no Brasil é muito cara” e que isso
deve ser mudado por prejudicar o empregador.
“Você pode
ver, a mão de obra no Brasil é muito cara, o empregado ganha pouco, mas a mão
de obra é cara. Eu costumo dizer, né. É pouco pra quem recebe e muito pra quem
paga. Devemos modificar isso aí. Alguém ganha 1 mil reais por mês e o patrão,
na verdade, está gastando 2 mil”, disse.
IDADE MÍNIMA
Bolsonaro
também falou sobre a reforma da Previdência, que, segundo ele, pode ser enviada ao Congresso fatiada. Segundo o
presidente, a 1ª proposta a ser discutida será a idade mínima, que deve ficar
em 62 anos para os homens e 57 para as mulheres a partir de 2022.
“Pretendemos,
algo a ser, botar num plano da reforma da Previdência, nós passarmos a dar 1
corte até o final de 2022. Essa que é uma ideia inicial. Aí seria aumentar para
62 os homens e 57 as mulheres… Não de uma vez só, né. Um ano a partir da
promulgação e 1 ano a partir de 2022, essa é a ideia”, disse.
Segundo
Bolsonaro, a proposta apresentada por Michel Temer será aproveitada. “Vamos
rever alguma coisa, porque a boa reforma é aquela que passar na Câmara e no
Senado e não aquela que está na minha cabeça, ou da equipe econômica. E ela
interessa para todos nós”, disse.
O presidente
disse ainda que a reforma da a Previdência pública terá maior atenção. “O
que mais pesa no orçamento é a questão da Previdência pública, essa vai ter uma
maior atenção da nossa parte. E, no meu entender, vamos buscar também eliminar
privilégios”, afirmou.
POSSE DE ARMA
Bolsonaro disse
que Sérgio Moro deu a ideia de fazer 1 novo decreto sobre o posse de arma, que
segundo ele, tratará sobre critérios que o cidadão deve seguir para comprovar a “efetiva
necessidade” de ter a posse.
“O grande
problema do Estatuto do Desarmamento –que nós, o povo, optou; o povo, não foi
eu, eu trabalhei favorável a isso– foi pelo direito da compra de armas e
munições. Então, o que acontece… ali na legislação diz que você tem que
comprovar efetiva necessidade. Então isso passou a ser algo subjetivo. Então a
Justiça Federal age de acordo com orientação do Ministério da Justiça… e a
orientação que vem também do governo central”, afirmou.
Segundo
Bolsonaro, o que é de efetiva necessidade ainda está sendo definido, mas deu
exemplo: “Estado, que por exemplo, o número de óbitos por 100 mil habitantes
por arma de fogo seja igual ou superior a 10, essa comprovação da efetiva
necessidade é um fato superado, ele vai poder comprar arma de fogo”.
Sobre o decreto que permitirá a posse de arma, Bolsonaro disse
que o texto dará“flexibilização”.
CASO DE
EX-ASSESSOR DE FLÁVIO
Bolsonaro foi
também questionado sobre o caso de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor
do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) –filho do presidente. O presidente
disse que “não tem nada a ver com essa história”.
Disse ainda que
emprestou a Fabrício Queiroz R$ 600 mil e a movimentação a ponta, na verdade,
transferência de 10 cheques de R$ 4 mil.
“Eu o
conheço desde 1984, ele foi meu soldado na brigada paraquedista, foi trabalhar
no gabinete do meu filho, deputado estadual. Sempre gozou de toda a confiança
minha e mais de uma vez eu já havia emprestado dinheiro a ele. Eu já emprestei
dinheiro pra vários funcionários também… Eu dou essa liberdade, não vejo nada
demais nisso aí, não cobro juros, nada. Ele falou que vendia carros, eu sei que
ele fazia rolo… Mas, agora, quem vai ter que responder por isso aí é ele”,
afirmou.
Fabrício
Queiroz foi citado em 1 relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades
Financeiras) por movimentação suspeita de dinheiro na conta bancária. O
relatório aponta que o ex-assessor teria movimentado R$ 1,2 milhão, de
janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Uma das transações, 1 cheque de R$ 24.000,
foi destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
“Agora o Coaf
fala em movimentação atípica, isso quer dizer que seja ilegal, irregular. Agora
outra coisa que tem que deixar bem claro, não são 1,2 milhão de reais, são 600
mil reais”, disse.
Poder360

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