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Virginia
Mayo/AP
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O acordo
provisório negociado ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos
países-membros. Depois, a medida deve entrar em vigor em dois anos. Decisão
deve impactar indústria que movimenta 340 bilhões de euros e mudar hábitos dos
europeus.
Um plano de
regulamentação da União Europeia (UE) para proibir produtos plásticos
descartáveis, como pratos descartáveis e canudos, foi aprovado em Bruxelas
nesta quarta-feira (19). Espera-se que a medida, uma vez aprovada pelo
Parlamento Europeu e os países-membros, entre em vigor em dois anos.
A ministra de
Turismo e Sustentabilidade da Áustria, Elisabeth Koestinger, anunciou o acordo
político em seu Twitter e descreveu o momento como "um marco nos esforços
para reduzir o
O acordo
provisório foi negociado por representantes dos Estados-membros e do Parlamento
Europeu. A proibição deve entrar em vigor em dois anos e visa ajudar a conter
as quantidades astronômicas de lixo plástico que acabam por poluir o meio
ambiente e os oceanos. Inicialmente, a proibição afetará somente objetos para
os quais existem alternativas melhores.
Em maio, a
Comissão Europeia propôs regras em toda a União Europeia para eliminar itens
plásticos descartáveis para os quais existem alternativas feitas de outros
materiais prontamente disponíveis. Bruxelas propôs também medidas para reduzir
o uso de itens como recipientes de plástico para levar comidas de
estabelecimentos.
A Comissão
Europeia argumentou na época que 80% dos resíduos encontrados nos mares são de
plástico. Ela também constatou que pouco menos de um terço dos resíduos
plásticos é coletado e reciclado, e a maior parte dos resíduos restantes acaba
nos mares e oceanos.
Devido a sua
lenta decomposição, os plásticos representam um problema particular para os
oceanos. Traços de plásticos podem ser encontrados em espécies como baleias,
tartarugas e aves, além de frutos do mar que acabam na cadeia alimentar humana.
Segundo dados oficiais sobre 2015, a indústria de plásticos movimenta 340 bilhões
de euros e emprega 1,5 milhão de trabalhadores.
Com as medidas,
a Comissão Europeia projeta reduzir as emissões de dióxido de carbono em 3,4
milhões de toneladas. Segundo cálculos, danos ambientais no valor de 22 bilhões
de euros podem ser evitados até 2030. E os consumidores poderiam economizar até
6,5 bilhões de euros.
A ofensiva de
Bruxelas contra a produção de lixo descartável deve atingir também a indústria
tabagista, num futuro próximo. Os produtores de cigarros podem ser solicitados
a participar do custeio da limpeza e coleta de guimbas de cigarro.
"Quem
produz itens descartáveis, como cigarros, terá que assumir maior
responsabilidade pelo lixo", disse a ministra do Meio Ambiente da
Alemanha, Svenja Schulze. "Por exemplo, a indústria do tabaco poderia ser
envolvida no custo de limpeza de praias ou parques."
Por Deutsche Welle

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