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Turista
catarinense Fabiane Fernandes foi encontrada morta
em trilha de Arraial do Cabo — Foto:
Reprodução/Inter TV
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Matheus
Augusto da Silva de 22 anos foi ouvido na manhã deste sábado (15) em Arraial do
Cabo e apresentou contradições, segundo a polícia. O corpo de Fabiane foi
encontrado na trilha no dia 21 de novembro.
Um exame
comprovou que a turista catarinense, Fabiane Fernandes, de 30 anos, foi vítima
de violência sexual antes de ser morta em trilha de Arraial do Cabo, na Região
dos Lagos do Rio. A informação foi divulgada pela polícia neste sábado (15).
Anteriormente,
a polícia já havia informado que a vítima teve todos os ossos da face quebrados
e morreu por traumatismo
cranioencefálico.A polícia trabalha com a hipótese de que ela tenha
sido morta a pedradas.
Fabiane desapareceu
em 18 de novembro e o corpo dela foi encontrado após três dias de
buscas. Segundo a polícia, ela estava sem roupas e com lesões na cabeça e no
corpo.
O depoimento
O suspeito de
ter cometido o crime, Matheus Augusto da Silva de 22 anos, preso
na sexta-feira (14) em São Paulo, foi encaminhado para a 132ª delegacia
de Arraial e ouvido na manhã deste sábado (15).
Segundo o
delegado Renato Mariano, que investiga o caso, o suspeito estava nervoso e
negou as acusações, mas apresentou contradições no depoimento.
"Ele
nega a todo momento. Porém, durante as declarações ele fornece alguns detalhes
contraditórios e nós temos nos autos bastante elementos que levam a ele",
disse Renato.
O delegado
disse que testemunhas ouvidas durante a investigação revelaram que Matheus teve
um comportamento suspeito após o desaparecimento da vítima.
"Na cidade
de Cabo Frio, que é a cidade vizinha por onde ele deixou a região, ele foi
visto em atitudes de muito nervosismo e com diversas marcas de arranhão nos
braços, o que levantou suspeitas a ponto dos próprios funcionários da
rodoviária nos auxiliarem com informações sobre o caso", afirmou o
delegado.
Segundo Renato,
a mãe do suspeito também chegou a ligar para um amigo dele, que estava em
Arraial do Cabo, perguntando o motivo pelo qual o filho tinha chegado "tão
nervoso" em São Paulo.
O delegado
revelou que um artesão que dividia o acampamento com Matheus não estava no
local no momento do crime e, por isso, não está sendo investigado pela
participação na morte de Fabiane.
Ainda durante a
entrevista, o delegado disse que analisou o celular da vítima e contou que uma
foto foi tirada no local do acampamento.
"Nós
percebemos que ela fez diversas selfies e a única fotografia onde uma segunda
pessoa fez, produziu, foi exatamente no local do acampamento", afirmou.
A polícia
também considerou o fato de um cão farejador que atuou nas buscas do corpo da
turista ter indicado os pertences de Matheus como se tivesse encontrado a
vítima.
Ainda de acordo
com o delegado, Matheus alegou que tem transtornos mentais. O suspeito pode ser
submetido a exames de perícia médica.
Registro
antes do desaparecimento
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Suspeito foi
visto na trilha onde corpo da empresária
foi
encontrado um dia após o desaparecimento dela
Foto: Grupo de Trilheiros/ Divulgação
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Uma foto
feita por um grupo de trilheiros mostra Matheus na trilha onde o
corpo da turista foi encontrado, um dia depois do desaparecimento dela. O corpo
da turista foi encontrado dois dias depois da foto.
Segundo o
delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Gilberto de Aquino, o rapaz
confirmou que estava perturbado porque teve um desencontro amoroso com uma
pessoa e, por isso, deixou a cidade de São Carlos, em São Paulo, e foi para
Campinas na casa de um parente e de lá conheceu um 'hippie' e foram juntos para
Arraial do Cabo, onde acampavam.
Em um vídeo,
Matheus nega as acusações. "Eu gostaria de deixar o tempo mostrar... A
hora que sair o resultado dos meus exames para mostrar realmente que eu sou
inocente dessas acusações e minha vida voltasse ano normal, tudo de novo, como
tava sendo", disse o suspeito ao G1.
Entenda o
caso
Fabiane desapareceu
em 18 de novembro depois de entrar em uma trilha em Arraial do
Cabo. Ela chegou a fazer um post em uma rede social, com a legenda:
"Exercícios diários, trilha do Atalaia".
Um vídeo
registrou Fabiane lanchando em uma loja de conveniência antes de
desaparecer em uma trilha. Ela esteve no estabelecimento por dois dias seguidos
para lanchar e tomar café da manhã. Segundo funcionários da loja, ela disse que
estava sozinha na cidade e que queria fazer a trilha do Pontal do Atalaia.
Um cão
farejador participou das buscas e localizou o corpo da empresária
na trilha da Prainha. A perícia da Polícia Civil encontrou documentos, roupas e
pertences da vítima no local.
Fabiane
administrava uma pousada da família na Praia dos Ingleses. Fabiane tinha um
filho de nove anos e cuidava da mãe, que é acamada. Ela vivia em Florianópolis
(SC) e nasceu em Sapucaia do Sul (RS).
Por G1 e RJ1 — Arraial do Cabo


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