Em carta,
governo acusou Comissão Interamericana de Direitos Humanos e Mecanismo de
Acompanhamento Especial para Nicarágua de 'falta de imparcialidade e
objetividade' e 'atitude ingerencista e intervencionista'.
O governo da
Nicarágua, liderado por Daniel Ortega, expulsou duas missões da Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), após acusá-las de agir de agir de
forma "ingerencista" e parcial em sua avaliação da situação do país
no contexto dos protestos contra o governo, informou a Chancelaria nesta
quarta-feira (19).
"Comunico
a suspensão temporária da presença e visita da CIDH e do Mecanismo de
Acompanhamento Especial para Nicarágua (Meseni) até que se restabeleçam as
condições de respeito à soberania e aos assuntos internos", assinalou uma
carta dirigida ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA),
Luis Almagro.
Também
ordenaram a saída do Grupo Interdisciplinar Especial de Investigação (GIEI),
criado pela CIDH para avaliar a situação de direitos humanos no país.
A carta, lida
pelo chanceler Denis Moncada na presença dos delegados do Meseni e do GIEI,
chamados à Chancelaria, acusa as duas entidades de "falta de
imparcialidade e objetividade" e de mostrar "uma atitude
ingerencista, intervencionista, fazendo eco das políticas do governo dos
Estados Unidos contra a Nicarágua".
O Meseni e o
GIEI se instalaram na Nicarágua em 24 de junho e 3 de julho, respectivamente,
depois de acordos alcançados com a OEA e documentaram denúncias sobre violações
aos direitos humanos.
A expulsão das
organizações acontece em um momento no qual o governo de Ortega cancelou a
equipe jurídica de organismos locais de direitos humanos e inspecionou as suas
sedes e a dos meios de comunicação independentes.
Por France Presse

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