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A senadora
Cristina Kirchner discursa durante sessão do Senado
na qual foi autorizada a revista de suas residências,
na quarta-feira (22)
Foto:
Luciano Ingaramo/Prensa Senado/AFP
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Foro
parlamentar impede, porém, que ex-presidente seja presa. Kirchner, hoje no
Senado, responde por comandar rede de subornos.
A senadora
Cristina Kirchner discursa durante sessão do Senado na qual foi autorizada a revista
de suas residências, na quarta-feira (22) — Foto: Luciano Ingaramo/Prensa
Senado/AFP
A Justiça
da Argentina confirmou
nesta quinta-feira (20) o processo com prisão preventiva à ex-presidente e
atual senadora Cristina Kirchner pelo
caso conhecido como "os cadernos das propinas" – uma rede de supostos
subornos que envolve dezenas de empresários e ex-funcionários do governo.
Kirchner, no
entanto, não foi presa porque tem foro parlamentar como senadora. Até agora, o
Senado não discutiu o pedido do juiz Claudio Bonadio para retirar a imunidade
da ex-presidente.
A Câmara
Federal considerou Kirchner chefe de uma organização criminosa e confirmou o
processo, que se dará em julgamento oral. O processo inclui o pedido de prisão
preventiva que já foi feita pelo juiz Claudio Bonadio – cuja casa foi alvo de atentado a bomba em
novembro.
O caso se
baseia em uma série de cadernos de anotações feitas por anos por um motorista
do ministério de Planejamento. Nas páginas, ele anotava nomes de funcionários e
de empresarios e quantias de dinheiro.
À medida que o
caso avançou, vários acusados se declararam arrependidos e começaram a
colaborar com a justiça em troca de liberdade.
Corrupção na
Argentina
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Foto de
março de 2018 fornecida pelo jornal 'La Nación' mostra
um dos
cadernos de Oscar Centeno, ex-motorista ligado aos
governos dos
Kirchners na Argentina — Foto: La Nacion via AP
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Cristina
Kirchner, da centro-esquerda do peronismo e que governou a Argentina entre 2007
e 2015, é acusada de ter liderado uma rede de corrupção com a qual recebia
pagamentos em dólares por parte de empresários que desejavam obter licitações
de construção de obra pública.
A acusação
estimou em pelo menos 160 milhões de dólares o montante dos subornos que também
teriam sido pagos entre 2003 e 2007, durante o governo de seu marido, o já
falecido Néstor Kirchner.
O caso,
iniciado em meados do ano, atingiu praticamente a todo o setor da construção na
Argentina e atingiu a família do atual presidente, Maurício Macri.
Franco e
Gianfranco Macri, pai e irmão do presidente, foram citados a declarar na semana
passada diante o juiz Bonadio para que respondam a denúncias que envolvam a
companhia Autopistas del Sol, parte do conglomerado Socma (Sociedade Macri).
O empresário
Angelo Calcaterra, primo do presidente, também está envolvido neste processo.
O presidente
Macri, que teve cargos de responsabilidade na empresa familiar antes de atuar
como dirigente no futebol e depois na política, não comentou o caso. Os atuais
ministros apenas declararam que o governo "respeita a independência da
justiça".
Por France Presse


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