![]() |
Mark Zuckerberg,
presidente do Facebook
Foto: AP
Photo/Marcio Jose Sanchez
|
A companhia
de Mark Zuckerberg autorizou que empresas como Amazon, Bing, Netflix, Spotify e
Yahoo tivessem acesso a informações de seus usuários.
O Facebook compartilhou mais dados pessoais de seus
usuários com gigantes tecnológicos como Microsoft, Amazon e Netflix do que tinha revelado até agora, segundo informou
nesta quarta-feira (19) o jornal "The New York Times".
O jornal
nova-iorquino teve acesso a centenas de documentos internos da companhia
de Mark Zuckerberg que
revelam como compartilhou os dados sem o consentimento dos usuários e gerou
assim seu modelo de negócio através da publicidade.
Durante o ano,
outras investigações apontaram que dados de usuários do Facebook haviam
sido usados pela empresa britânica
Cambridge Analytica para fazer análise política e influenciar as
eleições americanas de 2016.
No primeiro
momento, as informações davam conta do vazamento de dados de 50 milhões de pessoas, mas o
próprio Facebook confirmou, posteriormente, que cerca de 87 milhões de contas foram atingidas.
Nova
denúncia
O Facebook
autorizou ao Bing, a plataforma de busca da Microsoft, a ver todos os nomes das
amizades dos usuários do Facebook. À Netflix e ao Spotify permitiu
ler as mensagens privadas.
A rede social
também deu à Amazon acesso ao nome dos usuários e informações de contato e ao
Yahoo permitiu ver publicações das amizades.
Algumas destas
práticas ocorreram pelo menos até meados do ano. Quando atingido por múltiplos
escândalos de privacidade, o Facebook tinha dito publicamente que já não
permitia tais ações.
No total, foram
cerca de 150 companhias, na maioria negócios tecnológicos, os que se
beneficiaram destes acordos para entrar nos dados do Facebook, que tem 2,2
bilhões de usuários.
Facebook se
defende
O diretor de
privacidade do Facebook, Steve Satterfield, disse ao jornal The New York Times
que nenhuma parceria violou os acordos de privacidade ou os compromissos com os
reguladores federais.
"Nenhuma
dessas parcerias ou recursos concedeu às empresas acesso a informações sem a permissão
dos usuários, nem violaram nosso acordo de 2012 com a Comissão Federal do
Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês)", também afirmou
Konstantinos Papamiltiadis, diretor de plataformas de desenvolvedores e
programas do Facebook, no site da empresa.
Porta-vozes do
Spotify e da Netflix disseram ao jornal que "não tinham conhecimento dos
amplos poderes que o Facebook lhes concedeu", enquanto o Yahoo negou ter
utilizado informações para publicidade.
Aos diferentes
escândalos de privacidade do Facebook que solaparam a imagem e reputação da
empresa se somam a controvérsia que rodeia a rede social pelo uso de sua
plataforma para divulgar mentiras e notícias falsas em processos eleitorais com
o objetivo de influenciar nos resultados.
No caso concreto,
nas eleições presidenciais nos EUA de 2016, Facebook estimou que cerca de 10
milhões de pessoas estiveram expostas aos mais de 3 mil anúncios pagos por
contas falsas supostamente ligadas com a Rússia.
Por Agência EFE

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!