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| São quatro frentes para tentar localizar Battisti: o rastreamento é feito pela Interpol, a Divisão de Inteligência, a Divisão Antiterrorismo e o Setor de Imigração da PF. |
Ministro
Fux, do STF, decidiu pela extradição do italiano condenado por quatro
homicídios. Futuro ministro Sérgio Moro elogiou a decisão de Fux.
O nome do
italiano Cesare Battisti foi incluído na chamada difusão vermelha da Interpol.
A medida garante que ele possa ser preso em outros países. Battisti está
foragido desde sexta-feira (14), quando o presidente Temer decretou a
extradição dele.
A Polícia
Federal esteve em dois endereços em São Paulo. A busca por Cesare Battisti foi
feita pela Divisão Antiterrorismo da PF, que é responsável por receber
denúncias anônimas e checar possíveis esconderijos.
São quatro
frentes para tentar localizar Battisti: o rastreamento é feito pela Interpol, a
Divisão de Inteligência, a Divisão Antiterrorismo e o Setor de Imigração da PF.
Policiais buscam com as companhias áreas possíveis voos de Battisti, datas e
destinos. Postos de fronteira já foram avisados de que se trata de um foragido
da Justiça. A Divisão de Inteligência e a Divisão Antiterrorismo cruzam bancos
de dados e apuram informações recebidas, orientando ações e estratégias de
captura.
A polícia
divulgou fotos de possíveis disfarces para alertar a população.
O mandado de
prisão de Battisti está em listas nacionais e internacionais de procurados. O
nome dele consta na difusão vermelha, da Interpol, o que permite que o italiano
seja preso em outros países, e no sistema de procurados da Polícia Federal no
Brasil.
O maior desafio
dos investigadores nesse caso é a fronteira: são 16 mil quilômetros.
O embaixador da
Itália, Antonio Bernardini, disse que está otimista. “A Polícia Federal foi
capaz o ano passado de prender o Battisti, tenho confiança que a Polícia
Federal será capaz de prender o Battisti mais uma vez, a quarta e última vez”.
Battisti foi
condenado à prisão perpétua na Itália na década de 1970 por quatro homicídios.
Em 2010, o
então presidente Lula negou a extradição dele. Na quinta-feira (13), o ministro
Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão; o presidente Michel
Temer assinou a extradição na sexta (14) e, desde então, ele está foragido. O
advogado de Battisti diz que não falou com ele nos últimos dias e que não sabe
se ele vai se entregar.
O presidente
eleito, Jair Bolsonaro, desde a campanha já tinha se manifestado favorável à
extradição de Battisti.
Nesta
segunda-feira (17), o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, elogiou a
decisão: “Na minha avaliação, o asilo concedido a ele anos atrás foi um asilo
com motivações político-partidárias e em boa hora isso foi revisto. Então, não
se pode aí tratar a cooperação jurídica internacional por critérios
político-partidários, a decisão é acertada, lamentavelmente essa pessoa se
encontra foragida”.
Jornal
Nacional

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