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Milhares de
unidades da controversa 'máscara nuclear' foram
vendidas na Coreia do Sul
Foto:
REPRODUÇÃO 5149 / INSTAGRAM/ VIA BBC
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Cosmético
popular para o rosto criou controvérsia ao usar o rosto do líder norte-coreano.
Defender o governo da Coreia do Norte é proibido no Sul
Uma empresa de
produtos de beleza da Coreia do Sul criou polêmica ao lançar uma máscara de
beleza com uma imagem do líder norte-coreano Kim Jong-un.
A empresa diz
ter vendido mais de 25 mil unidades da "máscara nuclear hidratante"
desde junho deste ano.
Apesar disso,
muitas lojas sul-coreanas pararam de vender o produto depois que o assunto se
tornou polêmico - e depois que a legalidade do uso da imagem de Kim Jong-un
começou a ser questionada.
O líder
norte-coreano e o regime comandado por ele são criticados pela Organização das
Nações Unidas por supostas violações "sistemáticas e generalizadas"
dos direitos humanos.
É proibido
defender o regime norte-coreano na Coreia do Sul, apesar das punições por este
motivo serem muito raras.
A Coreia do
Norte e a Coreia do Sul estão tecnicamente em guerra, mas os líderes dos dois
países participaram de conversas de paz este ano, com o objetivo de
desnuclearizar suas forças armadas.
'Agenda
política'
As intituladas
"máscaras nucleares" foram criadas pela 5149, uma empresa de moda e
cosméticos da Coreia do Sul.
O texto
publicitário que acompanha o produto alega que as máscaras contêm água mineral
do Monte Paektu, que é um vulcão ativo. Na mitologia coreana, o Paektu é
considerado sagrado por ser, supostamente, o local de nascimento do guerreiro
Dangun, que fundou o primeiro reino coreano há mais de quatro mil anos.
Numa entrevista
ao jornal norte-americano The New York Times, a CEO da 5149, Kwak Hyeon-ju,
disse que seu objetivo era que o produto celebrasse o encontro
"inédito" dos líderes da Coreia do Sul e do Norte, realizado este
ano.
Vários
sul-coreanos postaram fotos nas redes sociais usando a máscara, que custa 4,000
won (cerca de R$ 13,80) a unidade. Mesmo assim, muitos lojistas preferiram
tirar o produto das prateleiras, depois da máscara ter sido severamente
criticada pela mídia local.
"Pessoalmente,
eu não gosto de mercadorias que promovem uma agenda política", disse Irene
Kim, uma especialista sul-coreana em cuidados com a pele, ao jornal South China
Morning Post.
"Há poucos
anos, a Coreia do Norte era uma grande ameaça ao nosso país… Kim Jong-un era
visto como um ditador e um tirano que não pararia por nada em sua tentativa de
acabar com a paz. Agora, virou o rosto de uma máscara popular", acrescentou
ela.
Kim Jong-un
comanda a Coreia do Norte desde a morte do líder anterior, seu pai Kim Jong-il,
em 2011.
O regime
comunista do país é criticado pela Organização das Nações Unidas e por grupos
de direitos humanos, por supostamente violar esses direitos de forma
"sistemática, generalizada e cruel".
Por BBC

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