
Há duas
semanas, ministro retirou do plenário virtual recurso contra decisão que
autorizou prisão e, nesta quarta, pedido de suspensão da prisão. Casos serão
analisados presencialmente.
O ministro Ricardo
Lewandowski, do Supremo
Tribunal Federal (STF), paralisou nesta quarta-feira (26) o
julgamento de mais um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva que estava sob análise no plenário virtual.
A defesa do
petista tenta suspender os efeitos da condenação
determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no
âmbito da Lava Jato, no
caso do triplex do Guarujá (SP).
O relator da
Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin, já tinha votado contra o recurso.
Os outros ministros do Supremo tinham até 23h59 desta quinta-feira (27) para
votar pelo computador.
Lewandowski
pediu "vista" do pedido, que tenta suspender os efeitos da condenação
do petista, como prisão e inelegibilidade, com base na decisão liminar
(provisória) do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
(ONU), que requereu ao Brasil para garantir os direitos políticos de Lula.
Pedir vista, no
jargão jurídico, significa que o ministro quer mais tempo para estudar o caso.
Agora, o caso terá que ser julgado presencialmente no plenário, formado pelos
onze ministros da turma.
Há duas
semanas, Lewandowski havia pedido vista de outro
recurso de Lula, contra a decisão do plenário, de abril, que autorizou
a prisão. O placar estava em 7 a 1 contra o pedido de Lula para ser solto sob o
argumento de que o juiz não indicou os motivos para a necessidade de prender o
ex-presidente.
Conforme o
gabinete do ministro, o novo pedido de vista de Lewandowski foi feito para que
Lewandowski possa levar os dois processos a julgamento conjuntamente.
Recurso com
base na ONU
Ao negar o
pedido de Lula, no começo de setembro, Fachin considerou que o pronunciamento
do comitê da ONU não suspende a condenação de Lula. Fachin concluiu que a decisão
do comitê tem apenas efeito eleitoral, e não criminal.
"O
pronunciamento do Comitê dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
não alcançou o sobrestamento do acórdão recorrido, reservando-se à sede própria
a temática diretamente afeta à candidatura eleitoral", diz a decisão do
ministro.
Por Mariana Oliveira, TV Globo —
Brasília
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