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Colombiano
deposita em urna de Bogotá seu voto no domingo
(26) em referendo anticorrupção (Foto: Ricardo
Mazalan/AP)
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99% dos que
colombianos que foram às urnas no domingo apoiaram as iniciativas que visavam
impor punições mais severas aos corruptos. Número de votantes não atingiu 12,1
milhões, que era o mínimo necessário para aprovação.
A maioria
absoluta dos colombianos que compareceram à consulta popular de domingo (26)
votou a favor de melhorar a transparência
e impor punições mais severas contra autores de crimes do colarinho
branco. Porém, a votação não alcançou a participação requerida para que as sete
novas medidas fossem fossem incorporadas à lei vigente.
A votação
mobilizou quase 11,7 de eleitores, mas não atingiu os pouco mais de 12,1
milhões de votos que precisava para que as medidas fossem incorporadas à lei
vigente, segundo informou o Registro Nacional, encarregado da consulta após
contabilizar 99,97% dos votos.
A maioria
absoluta dos votantes apoiou um maior rigor no combate à corrupção. "99%
dos que votaram apoiaram as iniciativas. Infelizmente, o número de votos não
alcançou a barreira de participação", declarou o presidente Iván Duque.
Essa foi a 1ª
vez que os colombianos se pronunciaram em nível nacional através deste
mecanismo de participação popular previsto na Constituição em vigor desde 1991.
O referendo
perguntou se os salários mensais para parlamentares e outros funcionários de
alto escalão deveriam ser limitados ao equivalente a 25 salários mínimos, ou
quase 6.600 dólares. Os legisladores atualmente ganham mais de 10.500 dólares
por mês, enquanto o salário mínimo é de 260 dólares.
Outras questões
tratavam da proibição de sentenças alternativas, como prisão domiciliar nas
condenações nos casos de corrupção, necessidade de divulgação de declarações de
impostos e imposição de limite de três mandatos para parlamentares regionais e
nacionais.
Iván Duque
respaldou a iniciativa, apesar das reservas e da oposição de membros de seu
partido, o conservador Centro Democrático, que tem maioria no Senado.
Após conhecer
os resultados - que ainda devem ser promulgados pela autoridade eleitoral -, os
incentivadores do projeto disseram que vão tramitar as iniciativas pela via
parlamentar, apesar da recusa histórica do Congresso em legislar de forma
severa contra estas práticas.
"Faltaram
cinco centavos, mas a mudança é irrefreável e aqui houve uma sacudida a essa
classe política tradicional. A cidadania já não lhes faz caso, não engole e
quer uma mudança genuína nas práticas políticas e na corrupção", declarou
à imprensa a senadora Angélica Lozano, do Partido Verde.
Embora tenha
superado os dez milhões de votos obtidos em junho pelo presidente Duque, a
consulta voltou a enfrentar a abstenção histórica no país, e se soma ao
fracasso dos promotores do ‘sim’ no plebiscito sobre os acordos de paz,
celebrado em 2016.
Na ocasião, os
colombianos rejeitaram por uma pequena maioria os acordos negociados pelo então
governo com a guerrilha das Farc para acabar com meio século de conflito, o que
obrigou a realização de ajustes para levar adiante o desarmamento dos rebeldes
e sua transformação em partido no ano passado.
Maior rigor
O mecanismo
promovido pela senadora e líder do Partido Verde, Claudia López, continha medidas
que se concentravam na punição de funcionários públicos. A iniciativa buscava
tornar transparentes os contratos com o Estado e proibir empresas condenadas
por pagamento de propina ou outras práticas corruptas de firmar contratos com o
setor público.
De acordo com
os cálculos "mais conservadores", a Colômbia perdeu 4% do PIB devido
à corrupção entre 1991 e 2011, uma média de nove bilhões de pesos por ano
(quase 3 bilhões de dólares no câmbio atual), segundo estudo da Universidade
Externado.
"Esta
votação é a vitória contundente da cidadania livre. Dá um mandato claro e
contundente ao governo e ao Congresso", disse López ante seus seguidores
em Bogotá.
Um dos
principais opositores da proposta da consulta era o líder máximo do partido
governista, o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), que prefere apoiar os
projetos de combate à corrupção de sua bancada.
Uribe, cuja
administração foi tomada por denúncias de corrupção, está agora sendo
investigado pela Suprema Corte por suposta manipulação de testemunhas e
suborno.
Por G1

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