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© Dida
Sampaio/Estadão O candidato do PSL ao
Palácio do
Planalto, Jair Bolsonaro
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O procurador
regional eleitoral do Ceará, Anastácio Tahim Jr., solicitou o envio de tropas
federais para evitar a ação do crime organizado durante as eleições 2018, no dia 7 de outubro. Um
dos argumentos usados pelo procurador é uma circular atribuída ao Comando
Vermelho do Ceará que proíbe candidatos saídos das corporações militares, entre
eles Jair Bolsonaro (PSL),
de pedir votos nas áreas dominadas pela facção.
A circular cita
nominalmente o deputado federal Vitor Valim – que é
apresentador de TV – e o deputado estadual Capitão Wagner, ambos do
PROS, além do próprio Bolsonaro, mas se estende a “outros polícias (sic)”.
“Esses
políticos apoiam a ditadura, tortura e tudo que é contra as comunidades
carentes. Eles camuflam o que os policiais vêm fazendo nas nossas comunidades”,
diz o texto.
Segundo o
procurador, somente uma investigação aprofundada pode atestar a autenticidade
do texto, mas uma série de fatos ocorridos ultimamente, como a expulsão de
candidatos em campanhas em favelas, serviriam como indícios.
“A corroborar
em alguma medida o que ali está escrito, nós colhemos alguns relatos”, disse
Tahim Jr. “A preocupação com a segurança ganhou outros contornos. Até então,
tinha a demarcação do território e a substituição do Estado nas áreas
dominadas. Agora, tem este viés eleitoral”, afirmou.
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© REPRODUÇÃO Circular
atribuída ao Comando Vermelho
do Ceará que
proíbe candidatos saídos das corporações
militares de pedir votos nas áreas dominadas
pela facção
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Um dos exemplos
usados por ele é ação na qual o Ministério
Público Federal pede reintegração de posse para 42 beneficiários do
programa Minha Casa Minha Vida que
foram expulsos de suas casas por criminosos de uma facção.
“O crime já
financia a política em muitos Estados. Com isso, a arregimentação coercitiva
dos eleitores habitantes dos espaços controlados por esses ousados e equipados
grupos consubstancia uma prática iminente, a qual exige uma postura preventiva
e repressiva, prontificada e contundente”, diz o pedido de apoio federal.
A solicitação
de tropas federais para garantir a segurança na eleição ainda vai ser votada no
plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
Segundo o
procurador eleitoral, a decisão de pedir reforço federal foi tomada com base no
parecer de uma comissão que ouviu todos os juízes eleitorais do Estado.
Ricardo
Galhardo


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