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© Divulgação
Ojuiz Sergio Moro, durante evento em Nova York
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Os três
desembargadores do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF4) recusaram dois pedidos de
suspeição da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos
processos da Operação Lava Jato no Paraná. A defesa do ex-presidente
argumentava que Moro não poderia julgar Lula por ter participado em um evento
do Lide, empresa que faz
parte do Grupo Doria, de propriedade de João Doria (PSDB), ex-prefeito e pré-candidato ao governo de São
Paulo.
As duas ações
em questão são aquelas que investigam se Lula obteve vantagens indevidas com a
reforma de um sítio que supostamente seria dele em Atibaia (SP) e na
propriedade de imóveis em São Bernardo do Campo (SP). O relator dos processos,
desembargador João Pedro Gebran Neto, rejeitou a hipótese de que os eventos
possuam conotações politico-eleitorais.
“A participação
de eventos com ou sem a presença de agentes políticos não macula a isenção do
juiz, em especial porque possuem natureza meramente acadêmica, informativa ou
cerimonial, sendo notório que em tais aparições não há pronunciamentos
específicos a respeito de processos em andamento”, afirmou Gebran.
O evento em
questão foi o Lide Brazilian Investment Forum, promovido pela empresa em maio
deste ano, em Nova York. Segundo o Lide, o objetivo é “reunir empresários e
investidores nacionais e internacionais para debater relações bilaterais entre
Brasil e Estados Unidos”. Além de Moro, que falou sobre “Fortalecimento
das instituições para o crescimento do Brasil”, outro palestrante foi o
ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB). Doria se afastou
da gestão do Lide quando foi eleito prefeito de São Paulo, em outubro de 2016.
Também em Nova
York, Moro e Doria se encontraram em outro evento, quando o juiz da Lava Jato
recebeu o prêmio de “Pessoa do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
O ex-prefeito esteve presente por ter sido o vencedor da premiação em 2017.
Pela tradição do evento, o vencedor de um ano entrega o prêmio para o
sucessor, só que a foto dos dois com as respectivas esposas rendeu críticas de
petistas a Moro, que acusam de ser tendencioso com o ex-presidente Lula.
Guilherme
Venaglia

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