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O
ex-ministro Henrique Eduardo Alves, em imagem de arquivo,
quando foi
preso pela Polícia Federal (Foto: Frankie Marcone/
Futura
Press/Estadão Conteúdo)
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Ex-ministro
nos governos Lula, Dilma e Temer foi denunciado por supostamente ter usado
contas no exterior para ocultar propina que teria sido paga nas obras do Porto
Maravilha.
O juiz
Vallisney de Souza Oliveia, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou nesta
quarta-feira (4) denúncia
contra o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN)por lavagem de
dinheiro. Com a decisão, o emedebista se torna réu.
Alves é acusado
de tentar ocultar em paraísos fiscais dinheiro desviado das obras do Porto
Maravilha, no Rio de Janeiro.
De acordo com o
Ministério Público, autor da denúncia, o montante que teria sido pago ao
ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel
Temer é de R$ 1,6 milhão.
Justiça torna
réu o ex-ministro Henrique Eduardo Alves por lavagem de dinheiro
Ainda segundo a
denúncia, a construtora teria enviado a propina a Henrique Alves para uma
offshore da qual Alves era beneficiário, chamada Bellfield.
Na acusação, o
Ministério Público aponta dados que comprovariam essa movimentação e que teriam
sido obtidos com instituições financeiras internacionais, depois que as
investigações dessas contas foram transferidas da Suíça para o Brasil.
Na ação, os
procuradores da República afirmam que Henrique Eduardo Alves, "de forma
consciente e deliberada, a fim de dissimular a origem dos recursos ilícitos
transferidos à offshore Bellfield", voltou a transferir esse dinheiro –
desta vez, para contas em Dubai (nos Emirados Árabes Unidos) e no Uruguai.
Extratos
obtidos junto a bancos estrangeiros mostram transferência de R$ 3 milhões – um
valor que, na visão do MPF, ajudaria a encobrir a existência dos R$ 1,6 milhão
desviados.
Ao decidir pela
aceitação da denúncia, o juiz Vallisney de Souza Oliveira afirma que há
"suficientes indícios de autoria e materialidade" para tornar o
ex-ministro réu.
Agora, a defesa
terá dez dias para apresentar resposta à denúncia, além de entregar documentos,
especificar as provas que pretendem utilizar e indicar as testemunhas que
poderão ser ouvidas.
Atualmente, Alves
está preso em regime domiciliar em decorrência de outros processos
a que responde na Justiça.
Por G1, Brasília

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