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Albermar
Dominguez insere plástico moído para derreter
e usar em impressora 3D (Foto: Marco
Bello/Reuters)
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Reciclagem
ajuda a abaixar os custos de uma peça em até 40%, eliminando os gastos com a importação.
Dois jovens
engenheiros descobriram uma oportunidade em meio ao colapso econômico da
Venezuela -- e dentro de um depósito de lixo repleto de equipamentos
eletrônicos quebrados.
Eles estão
derretendo o lixo plástico e colocando-o em impressoras 3D para fabricar itens
sofisticados como peças automotivas, que estão se tornando cada vez mais
difíceis de obter no país porque os controles cambiais restringem a importação
de materiais básicos.
Albermar
Dominguez e John Naizzir só produzem 1 quilo de filamento plástico por dia, mas
pretendem transformar o decadente setor manufatureiro Venezuela tornando-o mais
barato para as empresas que dependem de importações caras.
É um sinal de
como uma crise nunca vista incentivou alguns jovens a inovar depois de cinco
anos de contração econômica.
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Dominguez
recolhe carcaças de computador e
impressoras no lixão (Foto: Marco
Bello/Reuters)
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"As
pessoas não acreditam que uma tecnologia esteja sendo desenvolvida no
país", disse Dominguez, de 26 anos.
Muitos de seus
ex-colegas da Universidade Simón Bolívar, em Caracas, já deixaram a Venezuela,
juntando-se a um êxodo de mais de 1 milhão de pessoas em fuga da escassez
generalizada de alimentos e remédios.
A inflação
anual chegou perto dos 50.000%, e Caracas é uma das cidades mais perigosas do
mundo.
Depois ele
voltou para a Venezuela, e juntamente com Naizzir, de 27 anos, começou a
revirar o depósito de lixo da universidade, recolhendo carcaças de computadores
e impressoras velhas.
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Plástico
triturado vira matéria-prima para peças de
carro na
Venezuela (Foto: Marco Bello/Reuters)
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Mais tarde, sua
empresa, a Nedraki, fechou um acordo com uma usina de reciclagem na cidade de
Valência para ter acesso a mais material.
Enquanto a
nação era abalada por protestos de rua contra o presidente Nicolás Maduro no
início de 2017, os dois produziram seu primeiro metro de filamento plástico.
Hoje a Nedraki
fornece o filamento a mais de 13 empresas venezuelanas e produz peças de
plástico, como rodas dentadas de transmissão de câmbio, para outras companhias.
Dominguez disse
que seu filamento ajuda a abaixar os custos de uma empresa em até 40%
eliminando os gastos com a importação e o transporte das peças. A Nedraki vende
1 quilo de filamento por cerca de US$ 17.
Por Reuters



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