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(Arquivo) O
presidente americano, Donald Trump
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O presidente
americano, Donald Trump, foi acusado pela Procuradoria de Nova York, nesta
quinta-feira (14), de usar sua fundação para fins pessoais, e enfrenta uma ação
que exige a dissolução da mesma, a restituição de 2,8 milhões de dólares e o
pagamento de multas.
Trump já reagiu
no Twitter, chamando o processo de "caso ridículo", e disse que vai
brigar.
Ele acusou os
"sórdidos democratas de Nova York" de "fazerem tudo o que eles
podem para me processar por uma fundação que arrecadou US$ 18,8 milhões e doou
para caridade mais dinheiro do que recebeu, US$ 19,2 milhões".
"Não vou
aceitar esse caso!", garantiu.
A ação foi
movida pelo Estado de Nova York contra o presidente Donald Trump e seus filhos
- Donald Jr, Ivanka e Eric, então no conselho administrativo - pela suposta
"persistente conduta ilegal" na fundação de sua família por mais de
uma década.
De acordo com o
documento, Trump usava os ativos da fundação para pagar seus advogados,
promover seus hotéis e negócios e comprar artigos pessoais.
A ação
reivindica a restituição de US$ 2,8 milhões, o fechamento da fundação, além da
proibição a Trump - por um período de dez anos - de atuar no conselho diretor
de qualquer outra instituição beneficente de Nova York. No caso dos filhos, a
acusação pede um afastamento de um ano para cada um.
O texto também
acusa a Fundação Donald J. Trump "de persistente e extensa coordenação
política com a campanha presidencial, de repetidas e intencionais transações
entre empresas do mesmo grupo em benefício dos interesses pessoais e
empresariais de Trump e de violações das obrigações legais básicas para
fundações sem fins lucrativos".
A investigação
da Procuradoria apontou que a Fundação Trump arrecadou mais de US$ 2,8 milhões
"de uma maneira projetada para influenciar as eleições de 2016" sob
ordens e indicações da campanha presidencial de Trump.
"Como
revela nossa investigação, a Fundação Trump era pouco mais do que um talão de
cheques para pagamentos de Trump, ou de seus negócios para organizações sem
fins lucrativos, sem importar seu propósito, ou legalidade", afirmou a
procuradora-geral de Nova York, Barbara Underwood, em um comunicado.
"Não é
assim que devem funcionar as fundações privadas, e meu gabinete pretende
responsabilizar a fundação e seus diretores pelo mau uso de seus ativos
beneficentes", completou.
Ainda de acordo
com a Procuradoria, o dinheiro da fundação foi obtido em um evento de
arrecadação de fundos, transmitido pela televisão em nível nacional, em 28 de
janeiro de 2016. Em vez de participar de um debate das primárias republicanas
em Des Moines, no estado de Iowa, na data citada, Trump foi a esse ato de
campanha.
AFP

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