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© Foto:
Marie Hippenmeyer/AFP
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A Polícia Civil
e o Ministério Público de São Paulo deflagraram hoje a Operação Echelon para
atingir a estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC) que controla as
ramificações interestaduais da facção criminosa. Trata-se do setor conhecido
como Resumo dos Estados, que é subordinado diretamente à cúpula da organização.
Ao todo, os policiais estão cumprindo 59 mandados de busca e apreensão em 14
Estados. A Justiça decretou ainda prisão preventiva de 75 acusados, todos
apontados como integrantes da facção.
Os policiais
mobilizados para a operação começaram as buscas às 6 horas. A concentração dos
agentes, porém, começou duas horas antes. As investigações começaram em junho
de 2017, quando o líder máximo da facção, Marco Willians Herbas Camacho, o
Marcola, estava isolado pela sexta vez no Regime Disciplinar Diferenciado
(RDD), no presídio de Presidente Bernardes, na região oeste do Estado. É por
isso que Marcola, condenado a 332 anos de prisão por diversos crimes, por
enquanto, não figura entre os acusados que tiveram a prisão decretada pela
Justiça neste caso.
As
investigações feitas pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior -8
(Deinter-8), de Presidente Prudente, e pelo grupo de Atuação especial e Combate
ao Crime Organizado (Gaeco), do MPE, mostraram como a cúpula do grupo mantém
contato com bandidos em outros Estados, atuando nos tráficos de armas e drogas.
Nos últimos quatro anos, o total de integrantes do PCC espelhados fora de São Paulo
cresceu 6 vezes, passando de 3 mil para pouco mais de 20 mil em 2018. A facção,
que em São Paulo conta com 10,9 mil integrantes, está presente ainda em cinco
países da América do Sul - Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai e Peru.
A expansão do
PCC pelo país levou à reação de gangues locais, que se aliaram ao Comando
Vermelho, iniciando uma guerra que atinge principalmente os Estados do Norte e
do Nordeste do País. Depois de São Paulo, os estados que concentram o maior
número de integrantes do PCC são, de acordo com o Gaeco, Paraná (2.829), Ceará
(2.582) e Minas (1.432). Foi justamente em Minas que na semana passada a facção
determinou a realização de uma série de atentados contra ônibus e ataques
contra postos policiais.

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