![]() |
O aposentado
Luciano Marconi, 56, se perdeu à deriva
duranteprática de
mergulho e nadou por 13 horas, em
Fortaleza. (Foto:
Arquivo Pessoal)
|
O aposentado
Luciano Marconi, 56, mergulhava com um amigo praticando a modalidade apneia, em
que mergulhadores vão a grandes profundidades sem cilindros de ar.
O aposentado e
mergulhador recreativo Luciano Marconi, 56, se perdeu do barco de apoio durante
uma prática de apneia no mar de Fortaleza, e nadou por cerca de 13 horas
ininterruptas para se salvar. Ele mergulhava com um amigo quando os dois foram
surpreendidos por uma tempestade, na segunda-feira (18). Marconi usou como
referência para voltar à terra firme serras e luzes da cidade.
Italiano
radicado em Fortaleza, Marconi pratica apneia há 30 anos, modalidade em que o
mergulhador desce a grandes profundidades sem utilizar cilindros de ar. Ele e o
amigo estavam há cerca de 25 km da costa, de frente para a Barra do Ceará,
quando o outro mergulhador notou que se aproximava uma tempestade, e voltou ao
barco para observar o tempo.
Os dois
utilizavam um cabo-guia, equipamento que fica entre a superfície e o fundo do
mar e ajuda a orientar os mergulhadores.
Por volta de
13h30, Marconi diz que ficou a mais ou menos 50 metros do cabo, deu um mergulho
e, quando subiu, viu chuva, vento e neblina, e não avistou mais o barco. Ele
acredita que foi arrastado pela correnteza.
O homem ficou à
deriva enquanto chovia e conta que esperou o amigo aparecer por cerca de 40
minutos. Posteriormente, o amigo relatou que mergulhou à procura do italiano,
temendo que algo grave tivesse ocorrido no fundo do mar.
'Esperança'
Luciano
Marconi, 56, italiano radicado em Fortaleza, se perdeu no mar durante prática
de mergulho e nadou por 13 horas até ser salvo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Para se
orientar, Marconi relata que olhou para a costa e avistou uma serra. “Pensei:
não sei aonde vou chegar, mas não posso ficar à deriva. Olhei pro lado da terra
e dava pra ver a serra, peguei a direção dela e comecei a nadar pra lá”, conta.
Para economizar energia, ia se deixando arrastar pela correnteza e, de tempos
em tempos, olhava para a serra para ajustar a direção.
“Ficou de
noite, começaram a acender as luzes da cidade e peguei como referência.”
Depois de horas
nadando, o mergulhador diz que avistou a plataforma da Petrobras e percebeu que
estava se aproximando do Porto do Pecém.
“Aí minha
esperança aumentou, comecei a nadar ligeiro e consegui chegar no paredão de
pedras. Mas minha mente tava meio fraca, pensava que o porto já tinha passado,
tentei subir nas pedras, mas o mar tava muito violento e não dava certo”,
relembra.
O mergulhador
se deu conta de que tinha chegado ao Porto ao encontrar um pescador, que lhe
ofereceu ajuda. Após ser resgatado na jangada do pescador, recebeu os primeiros
socorros no Porto.
“Eu imaginava
minha família e os amigos. Porque a primeira coisa que a pessoa ia pensar é que
eu tinha morrido”, comenta.
Marconi chegou
ao Porto do Pecém por volta na madrugada de terça-feira (19), por volta das 3h.
Além de cansaço extremo, estava desidratado e com ferimentos nos pés. Foi
atendido, recebeu água e comida, e passa bem.
"Queria
passar pra outras pessoas que gostam do mar que nunca se esqueçam da segurança
em um lugar abençoado por Deus", alerta o mergulhador.
Por G1 CE

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!