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© Divulgação Ex-presidente
do Equador,
Rafael
Correa: 'tudo deveria ser anulado'.
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O Parlamento
do Equador decidiu na quinta-feira (14) autorizar a
investigação do ex-presidente Rafael Correa por suposto
envolvimento no sequestro de um político opositor na Colômbia.
A Assembleia
Nacional declarou “improcedente” o pedido de uma juíza para bloquear a
investigação, e sua decisão teve o aval de 83 dos 137 deputados. Os
congressistas consideraram que Correa, que vive atualmente na Bélgica,
já não exerce a função de presidente e não tem mais as prerrogativas previstas
na Constituição para o chefe de Estado.
A Procuradoria
informou na segunda-feira (11) ter pedido à Justiça equatoriana a autorização
para investigar Correa no caso do suposto sequestro de Fernando Balda,
após o surgimento de indícios do envolvimento do ex-presidente.
Correa já depôs
de maneira voluntária sobre o caso no dia 24 de maio, no consulado equatoriano
em Bruxelas.
Ex-deputado do
Partido Sociedade Patriótica (PSP), Balda afirma que estava em Bogotá em 2012
quando cinco pessoas o colocaram à força em um automóvel. A polícia colombiana
conseguiu frustrar o sequestro ao ser informada por taxistas, que haviam
testemunhado e estranhado a movimentação.
Ouvidos pela
polícia, os sequestradores afirmaram que as ordens para o crime tinham partido
de altas posições do governo do Equador. O nome do ex-presidente foi citado
pelo ex-secretário nacional de inteligência, Ronny Vallejo, ao afirmar que
Correa o teria enviado à Colômbia para seguir os passos de Balda.
Ao jornal El
Tiempo, Balda afirmou que era um sobrevivente e que outros opositores não
tiveram sua mesma sorte. “Sou sobrevivente de uma tentativa criminosa ordenada
por Rafael Correa, mas há outros que não sobreviveram; outros foram
assassinados, desapareceram e muitos ainda estão injustamente na cadeia. Essa
nova oportunidade de viver me ajudou a encontrar o propósito de tudo isso; e
isto é, lutar por aqueles que não sobreviveram”, disse.
Pelo Twitter,
Correa condenou a decisão e acusou os parlamentares de desrespeitarem a
Constituição ao aceitarem 83 votos no lugar de 92. “Uma maioria parlamentar
zomba da Constituição e da Justiça, e em vez de autorizar o levantamento da
imunidade, exigindo 92 votos (Art. 120, num. 10 CRE), eles se declaram
incompetentes para resolver, com 83 votos. Tudo deve ser anulado”, publicou.
Segundo ele, a denúncia é uma conspiração.
VEJA.com

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