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Pelo menos 70 crianças migrantes separadas
de seus pais na fronteira foram transferidas para abrigos em Nova York, que
prepara uma ação judicial contra o governo de Donald Trump para deter a política
de separação familiar, indicou o governador do estado, Andrew Cuomo.
"Agora sabemos de mais de 70 crianças que
estão em abrigos federais no estado de Nova York e esse número deve
aumentar", disse Cuomo em um comunicado divulgado em sua conta no Twitter,
na terça-feira (19).
Uma equipe da televisão local NY1 filmou um
pequeno grupo de meninas, provavelmente separadas dos pais na fronteira,
falando em espanhol no abrigo Cayuga Centers, em East Harlem, na madrugada
desta quarta-feira (20). As imagens aumentaram a indignação no feudo democrata
de Nova York contra essa política de separação, com os nova-iorquinos questionando
por que o estado aceita essas crianças em vez de lutar para que elas se unam a
seus pais.
Abrigos em todo o país
As crianças separadas na fronteira são
transferidas para Nova York pelo Escritório de Reassentamento de Refugiados
(ORR, na sigla em inglês) e estão em pelo menos dez abrigos do estado, indicou
Cuomo. Outras crianças foram transferidas para diferentes abrigos em todo o
país.
O ORR procura alojar temporariamente os
"menores não acompanhados", isto é, menores que chegam sozinhos nos
Estados Unidos, até que se localize familiares com os quais possam viver, ou
amigos da família que atuem como seus guardiões. Caso contrário, as crianças
vão morar em lares adotivos.
Em geral, menores desacompanhados chegam a
abrigos em estados onde têm parentes que possam recebe-los. "Mas estas não
são crianças desacompanhadas. São crianças que foram separadas de seus
pais", disse Cuomo à imprensa local.
De acordo com o New York Daily News, que
cita uma fonte federal, a população de menores desacompanhados em Nova York
ultrapassa 1.321 crianças e dessas, 311 foram separadas de seus pais na
fronteira.
NY prepara ação contra Trump
O estado de Nova York apresentará em menos
de duas semanas uma ação de várias de suas agências contra a administração
Trump "por violar os direitos constitucionais de crianças imigrantes e
suas famílias que foram separadas na fronteira", anunciou Cuomo em seu
tuíte.
"A política do governo Trump de
destruir as famílias é uma falha moral e uma tragédia humana", ressaltou o
governador.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio,
também reagiu à notícia. "Quero analisar tudo o que podemos fazer para
impedir que a cidade de Nova York seja usada como um lugar para enviar crianças
separadas de seus pais", disse o prefeito à imprensa local na terça-feira.
Mais de 2.432 crianças migrantes foram
separadas de seus pais na fronteira entre 5 de maio e 9 de junho por decisão do
governo Trump.

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