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© Fernando
Frazão/Agência Brasil Bretas condena
Cachoeira,
Cavendish e mais 13 por desvios milionários
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De acordo com
Bretas, nessas operações foram investigados os esquemas de direcionamento de
emendas orçamentárias ao município de Seropédica (RJ), a manipulação de
convênios e fraudes a licitações. "Na operação Monte Carlo, foi identificado
que grande parte dos valores depositados nas empresas de Carlos Augusto de
Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, era proveniente da empresa
Delta Construções S/A e esses valores eram, na verdade, dinheiro público
desviado para pagamento de propina a agentes públicos”, escreveu Bretas no
início da sentença, que tem 205 páginas.
De acordo com a
denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o esquema de lavagem de dinheiro
foi elucidado na Operação Saqueador. Entre os anos 2007 e 2012, 96,3% do
faturamento da Delta foi proveniente de verbas públicas, o que representa quase
R$ 11 bilhões. A maior parte desses valores era proveniente do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).
“Consta na
denúncia que, para desviar aproximadamente R$ 370 milhões dos cofres públicos à
época dos fatos, a Delta utilizou 18 empresas de fachada e firmou diversos
contratos fraudulentos, que não apresentaram qualquer causa econômica ou
ligação direta com as obras efetivadas”, apontou o juiz.
Cavendish foi
condenado a quatro anos e dois meses de prisão; Assad, a nove anos e três
meses; Cachoeira, a nove anos e seis meses.
Além deles,
foram condenados Carlos Duque Pacheco, Cláudia Maria de Andrade Salgado,
Dionísio Janoni Tolomei, André Machado Ferreira, Heraldo Puccini Neto, Paulo
Meriade Duarte, Cláudio Dias de Abreu, Aluizio Alves de Souza, Marcelo José
Abbud, Sônia Mariza Branco, Sandra Maria Branco Malago, e Geovani Pereira da
Silva.
Agência
Brasil

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