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Nivaldo e
Fabiana, durante prisão na semana passada: ambos são
considerados
os maiores estelionatários do ramo no estado pela
Polícia
Civil (Foto: Divulgação/ Polícia Civil |
Ambos são
acusados de movimentarem mais de R$ 10 milhões por mês com a compra de
benefícios dos trabalhadores e de montar um grandioso esquema de lavagem de
dinheiro.
A Justiça do
Rio decretou a prisão preventiva do casal de empresários acusados de serem os
maiores agiotas de compra e venda de vales refeição e alimentação do estado.
A 2ª Vara
Criminal de Nova Iguaçu aceitou a denúncia contra Nivaldo Gomes Pereira e a
mulher dele, Fabiana Silva Lima Pereira, acusados de movimentarem mais de R$ 10
milhões por mês com a compra de benefícios dos trabalhadores e de montar um
grandioso esquema de lavagem de dinheiro, com a criação de mais de 200 empresas
fantasmas em nome de laranjas.
Nivaldo
e Fabiana foram presos, na semana passada, no apartamento onde moravam,
na Glória, Zona Sul do Rio, durante a terceira fase da Operação Fantoche,
realizada pela Delegacia de Defraudações em parceria com o Ministério Público.
Desde então,
eles cumpriam prisão temporária no presídio Evaristo de Moraes, em Benfica. Na
ocasião, os policiais civis também interditaram o escritório do casal, no
Centro da cidade, que continuava funcionando clandestinamente. Os dois foram
indiciados por lavagem de bens, direitos e valores, crime contra a economia
popular, associação criminosa e falsidade ideológica.
A Justiça
aceitou, ainda, o pedido feito pela delegada Patrícia de Paiva Aguiar e pela
promotora Elisa Pittaro, da 3ª Central de Inquéritos, e bloqueou 28 contas
bancárias, em nome de empresas fantasmas, que vinham sendo utilizadas pelo
casal. Nessas contas, havia aproximadamente R$ 5 milhões.
Nesta
sexta-feira, os policiais estiveram na Junta Comercial para solicitar
informações sobre a constituição de empresas. Os investigadores querem
descobrir se houve uma possível facilitação de algum funcionário da Jucerja no
esquema.
"Queremos
saber como Nivaldo e Fabiana conseguiram abrir, em dois anos, mais de 200
empresas fantasmas, cujos endereços sequer existem. Estamos investigando se
algum funcionário da Junta Comercial faz parte dessa quadrilha", disse a
delegada.
Em janeiro,
durante a 2° fase da Operação Fantoche, os policiais estouraram o escritório de
agiotagem do casal, que funcionava como uma central, dando suporte a pequenos
escritórios de compra de tíquetes do Rio e da Região Metropolitana.
Por G1 Rio

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