14/05/2018

Justiça decreta prisão de empresários acusados de serem os maiores agiotas de compra e venda de vales refeição e alimentação do estado

Nivaldo e Fabiana, durante prisão na semana passada: ambos são
considerados os maiores estelionatários do ramo no estado pela
 Polícia Civil (Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Ambos são acusados de movimentarem mais de R$ 10 milhões por mês com a compra de benefícios dos trabalhadores e de montar um grandioso esquema de lavagem de dinheiro.
A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva do casal de empresários acusados de serem os maiores agiotas de compra e venda de vales refeição e alimentação do estado.
A 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu aceitou a denúncia contra Nivaldo Gomes Pereira e a mulher dele, Fabiana Silva Lima Pereira, acusados de movimentarem mais de R$ 10 milhões por mês com a compra de benefícios dos trabalhadores e de montar um grandioso esquema de lavagem de dinheiro, com a criação de mais de 200 empresas fantasmas em nome de laranjas.
Nivaldo e Fabiana foram presos, na semana passada, no apartamento onde moravam, na Glória, Zona Sul do Rio, durante a terceira fase da Operação Fantoche, realizada pela Delegacia de Defraudações em parceria com o Ministério Público.
Desde então, eles cumpriam prisão temporária no presídio Evaristo de Moraes, em Benfica. Na ocasião, os policiais civis também interditaram o escritório do casal, no Centro da cidade, que continuava funcionando clandestinamente. Os dois foram indiciados por lavagem de bens, direitos e valores, crime contra a economia popular, associação criminosa e falsidade ideológica.
A Justiça aceitou, ainda, o pedido feito pela delegada Patrícia de Paiva Aguiar e pela promotora Elisa Pittaro, da 3ª Central de Inquéritos, e bloqueou 28 contas bancárias, em nome de empresas fantasmas, que vinham sendo utilizadas pelo casal. Nessas contas, havia aproximadamente R$ 5 milhões.
Nesta sexta-feira, os policiais estiveram na Junta Comercial para solicitar informações sobre a constituição de empresas. Os investigadores querem descobrir se houve uma possível facilitação de algum funcionário da Jucerja no esquema.
"Queremos saber como Nivaldo e Fabiana conseguiram abrir, em dois anos, mais de 200 empresas fantasmas, cujos endereços sequer existem. Estamos investigando se algum funcionário da Junta Comercial faz parte dessa quadrilha", disse a delegada.
Em janeiro, durante a 2° fase da Operação Fantoche, os policiais estouraram o escritório de agiotagem do casal, que funcionava como uma central, dando suporte a pequenos escritórios de compra de tíquetes do Rio e da Região Metropolitana.
Por G1 Rio

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