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REUTERS/Leonardo Benassatto Juiz federal
Sérgio Moro
durante evento em São Paulo
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A Segunda Turma
do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira que se retire
dos processos que estão nas mãos do juiz federal Sérgio Moro trechos de
delações feitas por executivos da Odebrecht que implicam o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
A decisão,
tomada por 3 votos a 2, mantém o juiz como responsável pelas investigações da
operação Lava Jato em Curitiba (PR), mas dizem que as menções feitas pelas
colaborações da empreiteira têm de ser excluídas porque não têm relação direta
com os desvios na Petrobras, motivo pelo qual Moro é competente para analisar o
caso.
Os trechos, que
não poderão ser usados, referem-se a citações feitas por delatores da Odebrecht
nos casos da construção do Instituto Lula e da reforma do sítio em Atibaia.
Esses trechos vão seguir para a Justiça Federal em São Paulo.
Votaram a favor
dessa medida os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo e
presidente da Segunda Turma, e o decano Celso de Mello.
Moro informou,
por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná, que não vai se
manifestar a respeito da decisão do Supremo.
Lula está preso
desde o dia 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR),
local onde cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado,
determinado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no processo do
tríplex do Guarujá (SP). Esse tribunal confirmou a condenação e aumentou a pena
imposta anteriormente ao petista por Moro.
(Reportagem de
Ricardo Brito)

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