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Mariano
Rajoy e Mauricio Macri se reúnem nesta terça-feira
na Casa Rosada, em Buenos Aires (Foto: Agustin
Marcarian/Reuters)
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Eleições em
que Maduro é favorito para reeleição serão no dia 20 de maio.
O chefe do
governo da Espanha, Mariano Rajoy, e o presidente da Argentina, Mauricio Macri,
anunciaram nesta terça-feira (10) que não reconhecerão os resultados das
eleições que serão realizadas na Venezuela no dia 20 de maio, em que o
presidente Nicolás Maduro deverá se reeleger.
"Não vamos
validar o resultado eleitoral de maio, ele não tem nenhum valor. Por mais que o
senhor Maduro me insulte, não vamos reconhecê-lo como um presidente democrático
porque nesse momento não há democracia na Venezuela", disse Macri em entrevista
coletiva ao lado de Rajoy após uma reunião na Casa Rosada.
"Estou de
acordo com essas palavras", completou Rajoy. "Devemos devolver a
palavra aos venezuelanos, sem dificuldades, sem ameaças e sem aproveitar da
fome e da miséria provocada pela incompetência. Ou pior... para estabelecer
regimes clientelistas", afirmou.
O presidente
argentino também concordou com Rajoy sobre o tamanho do problema da Venezuela,
que transborda para toda a região.
"Claramente
os direitos humanos deixaram de ser respeitados há tempos na Venezuela. O nível
de abuso do governo de Maduro contra os cidadãos é tremendo", avaliou
Macri. "Que sejam libertados os presos políticos e que se estabeleça um
cronograma eleitoral sério", acrescentou.
'Saída
democrática'
As eleições
presidenciais da Venezuela, marcadas pelo governo para o dia 20 de maio,
ocorrerão sem a participação de grande parte da oposição, que afirma que o
pleito será fraudulento.
"Não é uma
escolha democrática. Seguiremos reivindicando uma saída democrática para o povo
venezuelano", indicou Macri.
A oposição
venezuelana exige, para participar das eleições, uma mudança dos integrantes do
Conselho Nacional Eleitoral, já que considera que os atuais são aliados de
Maduro. Eles também defendem a candidatura de líderes antichavistas que foram
inabilitados pela Justiça e outros órgãos do governo.
Macri antecipou
que a situação da Venezuela será debatida na Cúpula das Américas, no Peru,
neste fim de semana. A reunião em Lima terá a presença dos chefes de Estado das
Américas, com exceção do presidente venezuelano Nicolás Maduro, cuja presença
foi rejeitada pelo governo do Peru, e do americano Donald Trump, que anunciou nesta terça que cancelou
sua visita.
Por Agencia EFE

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