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Placa do
Mercosul incluirá chip prometido para veículos
desde 2012
(Foto: Denatran/Divulgação/Arquivo)
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'Placa
eletrônica' vai mandar informações por rádiofrequência sobre chassis, ano,
modelo e placa, quando o veículo passar por antenas instaladas nas vias.
Além de visual
e nova combinação de números e letras, a placa do Mercosul, que começa a valer no Brasil a partir de 1º
de setembro, vai substituir o sistema que previa a implementação de
chips em carros desde 2012.
De acordo com o
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran),
o Sistema Nacional de
Identificação de Veículos (Siniav), que teve um início frustrado em Roraima e
depois foi adiado diversas vezes, será integrado à nova placa.
O que o chip
da placa vai fazer?
- Envia dados do veículo por radiofrequência para
antenas instaladas na via;
- Compartilha dados entre as polícias Federal,
Rodoviária e estaduais, Receita Federal e receitas estaduais;
- Pode dar acesso a sistemas de portões e cancelas,
permitindo liberação automatizada em pedágios e estacionamentos.
O que não
vai fazer?
- Não há localização ou rastreamentos por GPS;
- Não vai conter informações sobre os condutores ou
proprietários;
- De acordo com o Denatran, não existe uma previsão
de controle de velocidade pelo sistema;
- Ainda não há uma punição prevista para quem não
tiver o chip instalado.
Prazos e
preço
A partir de setembro
próximo, o chip estará com a placa do Mercosul em veículos novos, aqueles que
fizerem transferência, de propriedade ou município, e os que precisarem trocar
de placa por algum outro motivo.
Para o restante
dos veículos em circulação, a data limite para que todos tenham a nova placa é
31 de dezembro de 2023 (veja
detalhes de como será a placa padronizada do Mercosul).
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Veja como
serão as novas placas de veículos
no Brasil
(Foto: Karina Almeida/G1)
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“O chip nas
placas substituirá o chip previsto no Siniav, justamente para evitar um custo
dobrado para os consumidores”, afirmou ao G1 o Ministério das
Cidades, pasta a qual o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) está
ligado.
Não existe um
tabelamento de preços para as placas veiculares, e os valores são estipulados
pelo próprio mercado. De acordo com o Denatran, com a retirada de itens como o
lacre e a película refletiva na nova placa o preço praticado pode ser reduzido.
“Os
fornecedores informaram que os custos das matérias primas devem ser reduzidos
na ordem de 30%. Certamente tais fatos se traduzirão em uma queda de preços ao
consumidor final”, disse o Ministério das Cidades.
Diferenças
entre os chips
O órgão informa
que não existe nenhuma diferença entre o chip da placa e o que seria fixado no
para-brisa do carro, mas uma vantagem é que o chip na placa atenderá
implementos rodoviários (carretas) e motocicletas, algo que ainda não havia
sido solucionado pelo Siniav.
O objetivo do
Siniav é melhorar a fiscalização e a gestão do trânsito e da frota. Na prática,
o chip é uma "placa eletrônica" para o carro, enviando informações
por rádiofrequência sobre chassis, ano, modelo e placa, quando o veículo passa
por antenas instaladas nas vias.
Não há
localização ou rastreamentos por GPS, que eram previstos apenas em outro
projeto, o SIMRAV, que foi vetado
por ameaça à privacidade. De acordo com o Denatran, o chip não vai
conter informações sobre condutores ou proprietários do veículo.
Dificuldade
na implementação do chip
A implementação
de chips em veículos é discutida desde 2006. Em 2012, o Denatran decidiu que
todos os estados deveriam começar a instalação do dispositivo até 1º de janeiro
de 2013 e atingir toda a frota em 30 de junho de 2014.
Roraima foi o
único que começou a instalar os equipamentos eletrônicos, em janeiro de 2014,
mas a medida foi suspensa rapidamente por decreto. Os 6 mil motoristas que
fizeram a instalação por R$ 95 começaram a receber o dinheiro de volta no final do ano passado.
O prazo do
Denatran foi então ampliado para junho de 2015 e depois ficou sem data final,
apenas com data de início para 1º de janeiro de 2016.
De acordo com o
Denatran, o Siniav ainda será regulamentado e a data de sua obrigatoriedade não
está definida.
Segundo o
órgão, o usuário poderá optar em ter o chip na placa ou em separado, mas
instalar o chip separado da placa não isentará o motorista de ter a placa do
Mercosul. O Denatran ressalta que o chip na placa tem benefícios.
“Além do custo
único, o chip na placa tem vantagens quanto a performance (maior alcance e
velocidade de captação), favorecendo a própria segurança dos proprietários de
veículos, no caso de roubos.”
Por G1


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