Segundo Raul
Jungmann, a 'realidade urbanística' do Rio de Janeiro favorece deslocamento de
eventuais alvos dos mandados. Ele participou de reunião com Temer e ministros
sobre a intervenção no estado.
O ministro da
Defesa, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira (19) que as operações da
intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro vão precisar de mandandos de
busca e apreensão coletivos.
Ele explicou
que os mandados coletivos vão abranger, em vez de um endereço específico, uma
área inteira, como uma rua ou um bairro. Segundo Jungmann, esse tipo de medida
será necessária porque a "realidade urbanística" do Rio de Janeiro
favorece o deslocamento de eventuais alvos dos mandados.
"Na
realidade urbanística do Rio de Janeiro, você muitas vezes sai com uma busca e
apreensão numa casa, numa comunidade e o bandido se desloca. Então, você
precisa ter algo que é, exatamente um mandado de busca e apreensão e captura
coletivo, que já existiu, que já foi feito em outras ocasiões, ele precisa
voltar para uma melhor eficácia do trabalho a ser desenvolvido", afirmou o
ministro.
"Em lugar
de você dizer, por exemplo, rua tal, número tal, você vai dizer, digamos uma
rua inteira, uma área, um bairro. Aquele lugar ali é possível de ter um mandado
de busca e apreensão dentro de todos os procedimentos legais", completou
Jungmann.
De acordo com
Jungmann, o uso desse tipo de mandado será feito com “máxima transparência”,
participação do Ministério Público e aval do Judiciário.
“Obviamente que
só podemos fazê-los se nós tivermos uma ordem judicial para tanto",
ponderou o ministro.
Ele afirmou que
a necessidade dos mandados coletivos foi observada pelo comandante-geral do
Exército, o general Eduardo Villas Bôas.
Por Guilherme Mazui, G1, Brasília
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