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| A Mangueira não foi a única se rebelar contra políticos nesse primeiro dia do grupo especial na Sapucaí. |
Penúltima
escola a desfilar na primeira noite do grupo especial, a Estação Primeira de Mangueira não
poupou o prefeito Marcelo Crivella de
críticas. A escola, que passou pela Sapucaí com o samba-enredo “Com dinheiro ou
sem, eu brinco”, fez críticas à decisão do prefeito de cortar pela metade a
verba para as escolas de samba.
Em um dos
carros da escola, uma foto de Crivella foi colada a uma réplica de Judas,
uma referência à promessa do prefeito, durante a campanha eleitoral em
2016, de que manteria a subvenção ao Carnaval. No pescoço do boneco,
estava pendurada uma placa onde se lia “Pega no ganzá”, trecho da música que
ele, então candidato, cantou na Liga das escolas de Samba quando foi pedir o
voto dos carnavalescos.
A garantia, que
depois não foi cumprida, fez com que o político conseguisse o apoio dos
dirigentes durante a disputa. Na alegoria, que tem um diabo como destaque,
também estava escrita a mensagem: “prefeito, pecado é não brincar o
Carnaval”. Em outro carro, uma réplica de cristo coberto por um
plástico preto carregava uma faixa onde se lia “Olhai por nós, o prefeito não
sabe o que faz”.
As alegorias
com as críticas arrancaram muitos aplausos do público, que apontava e
fotografava as imagens representadas. Os foliões cantaram com entusiasmo o
refrão “Eu sou Mangueira senhor, não me leve a mal. Pecado é não brincar o
Carnaval”.
A Mangueira não
foi a única se rebelar contra políticos nesse primeiro dia do grupo especial na
Sapucaí. Mais cedo, a Paraíso do
Tuiuti cruzou a avenida com uma forte crítica ao trabalho escravo e
à reforma trabalhista aprovada no governo de Michel Temer. Um dos carros tinha como destaque um
vampiro-presidente.
VEJA.com

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