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© Felipe
Rau/Estadão Luciano Huck
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BRASÍLIA - O anúncio do apresentador Luciano Huck de que
desistiu de concorrer à Presidência da República foi visto,
inicialmente, com ceticismo pelos grupos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que trabalham
para se viabilizarem como principal nome de centro na disputa presidencial
deste ano.
A avaliação é
de que a "vulnerabilidade" de Huck no processo de decisão da
candidatura pode levá-lo a mudar de decisão mais uma vez. O apresentador chegou
a anunciar desistência da candidatura em artigo publicado no jornal Folha de S.
Paulo em novembro, mas voltou a se movimentar novamente em janeiro, com
conversas com lideranças políticas, entre elas, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso (PSDB).
Caso Huck, de
fato, mantenha a decisão de não disputar o Palácio do Planalto, o grupo de Maia
avalia que a ausência do apresentador nas eleições reforçará a incerteza no
centro, que, em tese, seria o mesmo campo político do apresentador. Essa
incerteza anima os demais pré-candidatos a intensificarem articulações.
No DEM, a
avaliação, até então, é de que uma candidatura de Huck poderia enfraquecer o
nome de Maia para o Planalto. Integrantes da cúpula do partido chegaram,
inclusive, a se reunir com o apresentador nas últimas semanas, no Rio. Segundo
apurou o Broadcast Político, a conversa foi "inconclusiva",
ou seja, o apresentador não chegou a dar uma resposta definitiva sobre se seria
ou não candidato.
Integrantes do
grupo de Maia avaliam que os demais pré-candidatos de centro precisam agir
rapidamente para concorrer com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). A
candidatura do tucano ao Planalto é hoje vista como a mais consistente no
centro. Com a saída de Huck e sem outros candidatos competitivos, a avaliação é
de que Alckmin tende se consolidar "por exclusão".

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