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| A última guerrilha da Colômbia também defendeu a retomada dos diálogos de paz com o governo de Juan Manuel Santos. |
Última
guerrilha colombiana também defendeu a retomada dos diálogos de paz com o
governo de Juan Manuel Santos.
A guerrilha do
Exército de Libertação Nacional (ELN), cujos diálogos de paz com o governo da
Colômbia estão congelados, anunciou um cessar-fogo de suas atividades armadas
durante as eleições legislativas que serão realizadas em 11 de março.
"O
Exército de Libertação Nacional (ELN) realizará um cessar das operações
militares ofensiva, entre os dias 9 e 13 de março próximos", indicou o
grupo rebelde em um comunicado datado de domingo (25), mas divulgado nesta
segunda-feira (26).
A última
guerrilha da Colômbia também defendeu a retomada dos diálogos de paz com o
governo de Juan Manuel Santos, congelados no final de janeiro pelo presidente
depois de uma ofensiva rebelde contra delegacias de polícias que deixou oito
agentes mortos e dezenas de feridos.
"A agenda
deve continuar se desenvolvendo com rigor e rapidez (...) para buscar um acordo
que supere os confrontos armados e acerte transformações na busca de uma
Colômbia em paz e igualdade", acrescentou.
Santos
suspendeu as conversações, instaladas em Quito há um ano, depois de um ataque
guerrilheiro iniciado horas depois que finalizou a primeira trégua bilateral
com essa guerrilha em meio século de conflito.
"Esse é o
tipo de gesto que nós estávamos pedindo", afirmou o chefe de Estado à
emissora LaFM.
Santos
assegurou também que vai estudar o comunicado e que depois tomará uma decisão.
Ambas as partes
se mostraram dispostas a acertar um novo cessar-fogo e retomar os diálogos, no
entanto a delegação governamental permanece na Colômbia.
"Propomos
ao presidente Santos fixar uma data de início do Quinto Ciclo de conversações
para que envie sua Delegação de Diálogo a Quito", assinalou o ELN no
texto.
O presidente
colombiano, Prêmio Nobel da Paz 2016 por seus esforços para finalizar o confronto
armado em seu país, busca alcançar com o ELN um acordo similar ao assinado no
final de 2016 com as Farc, já desarmadas e transformadas em partido político.
Depois do
histórico pacto, as ex-Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)
participarão nas eleições legislativas de março e nas presidenciais de maio,
nas quais os colombianos elegerão o sucessor de Santos.
Os
ex-guerrilheiros têm garantidos 10 cadeiras no Congresso, apesar de terem de
participar igualmente na votação, segundo o combinado depois de quatro anos de
negociações em Havana.
Santos, que em
agosto conclui seu segundo mandato de quatro anos, está impedido por lei de se
candidatar a outro período presidencial.
A Colômbia quer
por fim a um conflito armado que em meio século deixou cerca de oito milhões de
vítimas entre mortos, desaparecidos e deslocados.
Por France Presse

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