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Loalwa Braz
foi morta em janeiro de 2017
(Foto:
Divulgação/Site oficial)
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Os três
acusados pelo assassinato da cantora Loalwa Braz Vieira Machado Ramos, do grupo Kaoma, foram
condenados a 37, 28 e 22 anos de prisão pelo crime de latrocínio (roubo seguido
de morte). A decisão foi dada na segunda-feira (8) pela 1ª Vara de Saquarema,
na Região dos Lagos do Rio. Os acusados podem recorrer, mas em regime fechado.
O corpo
de Loalwa Braz, de 63 anos, vocalista do Kaoma na década de 1990, foi
encontrado em um carro incendiado no dia 19 de janeiro de 2017.
Julgamento
chegou a ser adiado
Wallace de
Paula Vieira foi condenado a 37 anos de prisão. Além de Gabriel Ferreira dos
Santos deve cumprir 28 anos e Lucas Silva de Lima, 22 anos. Segundo a polícia,
os três homens invadiram a pousada que pertencia a Loalwa, a colocaram no
veículo e levaram para a Estrada da Barreira, em Bacaxá, distrito de Saquarema.
A cantora ficou conhecida pelo hit "Chorando se foi".
Segundo a
polícia, Wallace de Paula Vieira trabalhava como caseiro na pousada e foi
condenado também "por causar incêndio em casa habitada". Os acusados
foram levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo
Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo o
delegado titular da 124ª DP, Leonardo Macharet, quando Wallace foi preso, ainda
em janeiro de 2017, ele
confessou o crime e "não demonstrou nenhum tipo de arrependimento".
Na decisão da
Justiça consta ainda que os acusados arrombaram a porta do quarto e agrediram a
cantora intensamente "com pauladas, golpes de faca, chutes, socos e
enforcando-a, enquanto a vítima pedia socorro".
Ainda de acordo
com a investigação, os homens a colocaram no veículo ainda viva, com a cabeça
em contato com um botijão de gás, e atearam fogo, causando a sua morte e
carbonizando o corpo. O trio levou jóias, dinheiro, celular, cartão bancário, a
imagem de uma santa, aparelhos de surdez e maquiagem.
A cantora só
foi enterrada em março de 2017, após a confirmação por meio de teste de DNA de
que o corpo era mesmo de Loalwa. Ela
foi levada da funerária em Bacaxá, distrito de Saquarema, para Serra, no
Espírito Santo. Na época, a família reclamou da burocracia para a
liberação do corpo.
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Corpo de
Loalwa foi encontrado carbonizado dentro de um carro
(Foto:
Antonio Carlos/Futura Press/Estadão Conteúdo)
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A demora para a
retirada do material genético do corpo de Loalwa, para a realização do DNA,
ocorreu pela falta de nitrogênio líquido, reagente usado no exame. A
família já havia reclamado da falta do reagente e da dificuldade
em liberar o corpo.
"Agora o
IML produz uma certidão e, com a certidão, o atestado é feito em cartório. Ela
é necessária para o agente funerário fazer o traslado", disse Walter Braz,
irmão da cantora. Loalwa foi enterrada ao lado da mãe.
Despedida foi
marcada por homenagens
Carreira
Loalwa nasceu
no Rio de Janeiro e iniciou a carreira aos 13 anos. Cresceu em meio à música,
tendo o pai chefe de uma orquestra popular e a mãe pianista clássica. A artista
ficou conhecida como a voz da lambada, ritmo que se consagrou nos anos 80.
Vocalista do grupo Kaoma, Loalwa alcançou o topo das paradas musicais com
"Chorando se foi", que foi levada a 116 países ao longo de duas
décadas.
Ela permaneceu
no grupo de 1989 a 1999. Um dos discos mais famosos foi "Worldbeat"
(1989), que, além de "Chorando se foi", trazia a faixa "Dançando
lambada". A cantora teve mais de 25 milhões de discos vendidos e mais de
80 discos de ouro e de platina.
Sobre a
personalidade da cantora, o filho, João Carlos Braz Machado, lembra que a mãe
era muito passional. "Ela era muito alegre, mas quando ela se enfezava com
alguma coisa, aí ela explodia mesmo", disse ele, em entrevista
exclusiva ao Fantástico.
Por Juan Andrade, G1, Região dos Lagos


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