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Coletiva foi
realizada na manhã desta quarta-feira
em Macaé (Foto: Renan Gouvêa/RJ Inter TV)
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Novo balanço
das operações após onda de violência na cidade do RJ foi feito em coletiva de
imprensa na manhã desta quarta-feira (17).
Cinco pessoas
são acusadas pela morte
do cabo da Polícia Militar, José Renê Araújo Barros, durante o confronto
no bairro Lagomar, em Macaé, no interior do Rio, no dia 9 de janeiro.
Outras duas serão indiciadas, segundo as informações divulgadas na coletiva de
imprensa realizada nesta quarta-feira (17).
Na reunião, que
foi acompanhada pela equipe de reportagem da Inter TV, autoridades
anunciaram a criação da Divisão de Homícidios da Polícia Civil em Macaé. Entre
os presentes estavam o delegado da Polícia Federal em Macaé, Felício Laterça; o
delegado da Polícia Civil, Rodolfo Maravilha; e o comandante do 32° Batalhão da
PM, Marco Aurélio Vollmer, além do prefeito, Aluízio Júnior.
"Os cinco
indiciados pela morte do cabo Renê foram presos em confronto no dia 9 no bairro
Lagomar. As investigações apontam que todos tiveram participação no
assassinato", disse o delegado Rodolfo Maravilha, que está à frente das
investigações.
Segundo a
Polícia Civil, outros dois suspeitos detidos em operações policiais serão
indiciados pelo assassinato do cabo da PM. Entre eles, umhomem
de 24 anos preso em Rio das Ostras após um trabalho de
inteligência e ajuda de informações do Disque Denúncia.
De acordo com
as investigações, eles comandaram
a tentativa de invasão ao bairro Lagomar, que deu início ao confronto
entre policiais e traficantes.
"Os dois
traficantes presos foram presos porque já tinha mandado em aberto. Temos
elementos que provam que eles participaram na morte do PM. Sabemos que partiu
deles as orientações da tentativa de invasão", explicou o delegado da
Polícia Federal, Felício Laterça.
Ainda segundo
as investigações, dois dos quatros suspeitos mortos no confronto com a PM no
Lagomar também estão ligados ao assassinato do cabo Renê.
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Disque
Denúncia oferece recompensa para obter informações
sobre a
morte do cabo da PM (Foto: Divulgação/Disque Denúncia)
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Novo balanço
Durante a
coletiva ainda foi divulgado um novo balanço sobre a operação que tem sido
feita em Macaé desde o início dos confrontos com o criminosos. Trinta e cinco
pessoas foram detidas pela Polícia Militar e 21 continuam presas. Além disso,
10 armas foram apreendidas e sete carros foram recuperados.
"Ainda
sabemos que há traficantes soltos e que estão envolvidos na tentativa de
invasão no Lagomar. As investigações apontam quem são esses elementos e vamos
continuar à procura deles", afirmou o comandante da PM, Marco Wollmer.
Criação da
Delegacia de Homicídios
A previsão é
que a licitação para a construção da Divisão de Homicídios (DH) de Macaé seja
publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira (18).
Segundo a
Polícia Civil, o local irá contar também com uma delegacia de atendimento à
mulher e estrutura para investigação de roubos de automóveis e cargas.
Violência em
Macaé
A onda de
violência começou depois de uma operação contra criminosos ligados ao tráfico
de drogas, que culminou em um confronto no dia 9 de janeiro. Ônibus foram
queimados e comércio e escolas ficaram fechados.
Uma operação da
PM foi iniciada com o apoio
de policiais dos batalhões de Campos dos Goytacazes, Itaperuna e Santo Antônio
de Pádua, além de dois helicópteros vindos do Rio.
Cabo da PM
morto em troca de tiros
Um dos cinco
mortos após a invasão foi o cabo José Renê Araújo Barros, de 35 anos. O corpo
do policial foi enterrado
na quarta-feira (10) em Itaperuna, cidade natal do militar.
O Disque
Denúncia oferece R$ 5 mil de recompensa para quem tiver informações que ajudem
a esclarecer a morte do policial.
Por G1, Região dos Lagos


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