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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
durante discurso no centro de Curitiba
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O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) discursou por pouco mais de 10 minutos no centro
de Curitiba após o seu
depoimento ao juiz Sergio Moronesta
quarta-feira em processo da Operação
Lava Jato. A fala, na Praça Generoso Marques, foi em tom de
enfrentamento com os seus críticos e de reiteração de sua candidatura à
Presidência da República em 2018. “Se
a elite tem medo que eu me candidate, é bom eles ficarem. Porque eu vou”,
disse, ao final do discurso.
Antes, Lula
criticou os envolvidos nos processos em que é acusado, fazendo uma comparação
com a Guerra do Iraque e o ex-presidente George W. Bush, que havia atacado o
país árabe alegando que ele possuía armas químicas, o que não se comprovou. “O
mentiroso tem que ficar com a mentira para o resto da vida . É que nem o Bush,
que disse que tinha arma química no Iraque e nunca disse ‘me desculpe, eu
estava errado'”, afirmou. “Me acusaram injustamente e quero ver pedirem
desculpas”, disse.
Sobre a
economia, o ex-presidente falou em retomar o crescimento a partir de subsídios
para a indústria e chegou a dizer que convocará um plebiscito para rever
medidas do presidente Michel Temer (PMDB), como a reforma trabalhista –
na plateia havia muitos militantes de entidades como a Central Única dos
Trabalhadores (CUT) e
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
No microfone,
os responsáveis pelo ato anunciaram um público de cerca de sete mil pessoas.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, havia 2.000 pessoas.
Provocações
No início da
fala de Lula, um pequeno drone sobrevoou o local onde estavam os apoiadores do
ex-presidente com mensagens eletrônicas como “A lei é para todos” e afirmações
de que Lula é corrupto.
Após a fala da
senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, foi anunciada a
execução do Hino Nacional “porque este país também é nosso”. Entre os
militantes, a declaração foi vista como uma provocação, já que o uso de
símbolos nacionais, em especial a bandeira e as cores verde e amarela, é comum
a grupos que atuam em defesa da Lava Jato e contra o ex-presidente.
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