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Imagem
mostra o governador do Rio, Luiz
Fernando
Pezão (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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Pedido de abertura de inquérito
foi apresentado pelo procurador-geral da República com base nas delações da
Odebrecht. Em nota, assessoria disse que Pezão 'nunca recebeu recursos
ilícitos'.
O procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de um
inquérito para investigar o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão
(PMDB).
O pedido, cujo teor está sob
sigilo, foi sorteado para o ministro Luiz Felipe Salomão. A investigação foi
pedida por Janot com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht.
Procurada, a assessoria de Pezão
divulgou a seguinte nota:
"Não é verdade que delatores
da Odebrecht tenham relatado que o governador Pezão recebeu propina
pessoalmente e em contas no exterior. Conforme divulgado pela imprensa na
ocasião, os delatores afirmaram que nunca trataram disso com o governador.
Portanto, o governador Pezão reafirma mais uma vez que nunca recebeu recursos
ilícitos e jamais teve conta no exterior. As doações de campanha foram feitas
de acordo com a Justiça Eleitoral."
Delações
Pezão foi citado nas delações do
ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa da Silva Junior e
de Leandro Andrade de Azevedo, ex-diretor de Infraestrutura.
Eles afirmaram que o governador do
Rio recebeu pagamentos não declarados à Justiça, registrados no sistema de
informática do departamento de propina da Odebrecht.
Os delatores disseram que os
valores foram entregues em quantias, pessoalmente, e em contas no exterior.
Inquérito
Pezão já é alvo de outro inquérito
no STJ - a Procuradoria já pediu arquivamento, mas o STJ ainda não deu uma
decisão final.
O primeiro inquérito, aberto em
março de 2015 na Lava Jato, se baseou na delação premiada do ex-diretor da
Petrobras Paulo Roberto Costa, que afirmou ter arrecadado R$ 30 milhões como
caixa dois da campanha de 2010 do ex-governador Sérgio Cabral a partir de obras
do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
No inquérito, a Procuradoria
afirmou que não havia elementos suficientes para continuidade da apuração em
relação ao governador e pediu envio do caso para a Justiça Federal do Paraná
para prosseguimento em relação ao ex-governador Sérgio Cabral.
Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

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