COI admite possibilidade de compra de votos na escolha de cidades-sede | Rio das Ostras Jornal

COI admite possibilidade de compra de votos na escolha de cidades-sede

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Durante reunião do Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Lima, no Peru, a entidade admitiu que pode ter acontecido pagamento de propina para escolha de cidades-sede dos Jogos Olímpicos.
Em comunicado oficial do COI, a Junta Executiva da entidade revelou que podem ter ocorrido pagamentos para Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, ex-presidente da Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo), em troca de votos para escolha das cidades-sede das Olimpíadas.
Em entrevista coletiva após a reunião, o presidente do COI, Thomas Bach, reiterou o conteúdo do comunicado e disse que a organização é parte interessada para que se haja justiça. “Mudamos nosso processo de candidatura e as regras, mas isso não nos torna imunes. Nenhuma organização é, e nenhuma lei é perfeita. Qualquer lei pode ser quebrada. Vamos agir em cima das infrações, é isto que pode se esperar de nossa organização. Quando as evidências forem fornecidas, iremos agir”, declarou.
“Nós queremos descobrir tudo o que pode nos afetar. Este é o motivo para sermos parte nos inquéritos no Brasil e na França. Porém, apesar de cada um ter uma imagem de cada pessoa diferente, não podemos fazer julgamentos com base nisso, e sim em evidências”, completou.
A notícia sobre uma possível compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 voltou às manchetes na última semana, após o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, ter sido submetido a investigações da força-tarefa “Unfair Play”, que faz parte da Lava Jato.
Ainda na nota oficial do COI, o órgão admitiu que a Comissão de Ética da entidade solicitou a advogados brasileiros que entrassem em contado com autoridade judiciais do País sobre a recente investigação de corrupção a respeito da escolha do Rio como sede dos Jogos de 2016, que aconteceu em 29 de setembro de 2009.
A acusação é refente ao fato de que Papa Diack teria recebido cerca de dois milhões de dólares para a compra de votos, a fim de que o Rio vencesse a eleição do COI. O responsável pelo envio do dinheiro teria sido o empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o “Rei Arthur”, que teria transferido a quantia através da empresa Matlock Capital Group.
Tanto Papa quanto Lamine Diack foram banidos do esporte após estarem envolvidos em escândalos de corrupção e doping relacionados ao atletismo da Rússia.

Gazeta Esportiva
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