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© Luis
Macedo / Câmara dos Deputados Tema foi levantado
pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), na
terça-feira (12)
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Deputados
bateram boca no plenário da Câmara nesta terça-feira (12) sobre a exposição de
diversidade sexual promovida em Porto Alegre (RS). O evento foi alvo de
críticas de que as obras estariam incentivando a pedofilia, a sexualização de
crianças e zoofilia.
De acordo com o
G1, dois promotores do Ministério Público do estado se encaminharam até a sede
da exposição, no Santander Cultural, e constataram que não havia pedofilia nas
obras expostas.
Quem levantou o
tema no plenário foi o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), dizendo que a mostra foi
alvo de intolerância e que não havia apologia à pedofilia.
Logo, foi
hostilizado por um grupo pró a suspensão da mostra. Entre eles, o deputado
Marco Feliciano (PSC-SP) que chegou a segurar cartazes nas costas do deputado do
PSOL, enquanto ele discursava. Em resposta, Wyllys arrancou uma das folhas de
papel das mãos de Feliciano. Segundo a reportagem, um segurança precisou
intervir e se posicionou entre os deputados.
Outros
parlamentares também discursaram contra a exposição, alegando que a exposição
atentava contra os bons costumes. O deputado Major Olímpio (SD-SP) foi um dos
que vaiou o discurso de Wyllys e gritou que ele estaria mentindo.
Após retornar
ao microfone, Jean Wyllys chamou os colegas parlamentares de "bando de
ignorantes, bando de hipócritas". O clima ficou mais pesado após uma
analogia do deputado, que disse que o crucifixo com Jesus Cristo em uma cruz
seria apologia à tortura.
Enquanto os
parlamentares ligados à bancada evangélica pediam retratação, os deputados de
esquerda acusavam os demais de propagar o "obscurantismo".
Ainda nesta
terça, manifestantes contra e a favor do cancelamento de exposição brigaram em
frente ao Santander Cultural. Policiais Militares usaram gás lacrimogênio e
bombas de efeito moral para dispersar a briga.
Dois
manifestantes que protestavam contra o cancelamento da mostra acabaram presas
por desacato e incitação à violência, mas foram liberados após assinar um termo
circunstanciado.

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