De acordo
com as autoridades, o número de pessoas deslocadas é superior à quantidade de
pessoas que vivem na área de risco.
A Agência
Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB) elevou nesta quarta-feira
para 96 mil o número de deslocados por causa do alerta máximo de erupção do
Vulcão Agung, na ilha de Bali, e advertiu que essa quantidade continuará
crescendo por conta do medo da população.
Conforme o
organismo, o número de deslocados já superou o de residentes, 62 mil, na zona
de segurança estabelecida pelas autoridades em um raio que abrange de nove a
doze quilômetros ao redor da cratera.
"As
pessoas fora da zona de perigo também foram para os refúgios porque não sabem a
posição exata da área proibida. Além disso, existem os fatores psicológicos do
perigo de erupção", explicou o diretor de informação da BNPB, Sutopo Purwo
Nugroho.
Nesta quarta,
as autoridades começaram a colocar sinalizações para indicar a zona que deve
ser evitada e sirenes móveis com alcance de até dois quilômetros para alertar à
população.
Quem saiu de
casa está abrigado em um dos 430 centros de acolhimento de Bali. Por enquanto,
não existem complicações humanitárias graves, mas hoje a Cruz Vermelha advertiu
à Agência Efe que no futuro "pode haver um grande problema".
O Centro de
Vulcanologia e Mitigação de Perigos Geológicos, que emitiu o alerta nível 4, o
máximo, acompanha o registro da atividade vulcânica, que inclui dois terremotos
superiores à magnitude 4 nas últimas 48 horas. Um posto de observação a doze
quilômetros de Agung controla a energia térmica e o volume do vulcão.
O ministro de
Transporte da Indonésia, Budi Karya Sumadi, disse que, em caso de uma erupção,
dez aeroportos estão habilitados para desviar os aviões destinados ao Aeroporto
Internacional de Ngurah Rai, o principal de Bali. A nuvem cinza de uma erupção
poderia afetar 5.000 passageiros.
Por outro lado,
as autoridades do país mantêm a informação de que não há perigo para os
turistas se estão fora da zona proibida e que, por enquanto, o Ngurah Rai está
operando normalmente.
Na semana
passada, o BNPB indicou que a atividade do vulcão é semelhante à registrada
antes da erupção de 1963. Na ocasião 1.100 pessoas morreram.
Bali é o
principal destino turístico da Indonésia e recebe cerca de 200 mil visitantes
estrangeiros todos os meses, segundo dados oficiais. O arquipélago faz parte do
Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica e
que é sacudida por milhares de tremores por ano, a maioria de baixa magnitude.
Por Agencia EFE

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