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O senador
Aécio Neves na última sessão do Senado de que
participou, na terça | foto: Lula Marques /
AGPTAécio
afastado muda o jogo de forças no PSDB; entenda
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Aécio Neves
retorna ao Senado: O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado de seu mandato
por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)© Agência Senado
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado de seu mandato por decisão da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
O senador Aécio
Neves (PSDB-MG) emitiu um comunicado nesta quarta-feira para criticar a decisão
da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastá-lo do mandato. O
tucano afirmou que foi vítima de uma condenação “sem que um processo judicial
tenha sido aberto”. “Portanto, sem que sequer ele tenha sido declarado réu e, o
mais grave, sem que tenha tido acesso ao direito elementar de fazer sua
defesa”, disse a assessoria de imprensa de Aécio.
Além do
afastamento do cargo, o STF determinou que o senador está proibido de deixar o
país, deve se recolher durante a noite em sua casa e não pode manter contato
com outros investigados. Votaram pela aplicação das medidas cautelares os
ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto Marco Aurélio
Mello e Alexandre de Moraes foram vencidos.
O colegiado
analisou, e negou, o pedido de prisão feito pelo ex-procurador-geral da
República Rodrigo Janot contra o
tucano, com base nas delações premiadas de executivos da JBS. Em junho, Janot
denunciou Aécio Neves ao STF pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à
Justiça. A Primeira Turma ainda não decidiu se coloca o tucano no banco dos
réus.
O senador foi
gravado em uma conversa com o empresário e delator Joesley Batista, em um hotel
em São Paulo, na qual pediu 2 milhões de reais para custear sua defesa na
Operação Lava Jato. O dinheiro foi efetivamente entregue pelo diretor de
relações institucionais, Ricardo Saud, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo
de Aécio, em quatro parcelas de 500.000 reais em dinheiro vivo. A Polícia
Federal filmou as entregas em ações controladas a partir dos acordos de delação
da JBS.
Segundo a
assessoria de Aécio, as gravações foram feitas de forma planejada e com o
intuito de forjar uma situação criminosa. O senador nega que tenha havido
qualquer contrapartida pelos 2 milhões de reais, o que descaracterizara os atos
de corrupção. Ele afirma que um apartamento da família — colocado à venda — foi
oferecido a Joesley para que os gastos com sua defesa na Lava Jato fossem
custeados.
“Usando dessa
oportunidade, o delator [Joesley] ofereceu um empréstimo privado ao senador,
sem envolver dinheiro público ou qualquer contrapartida, não incorrendo, assim,
em propina ou outra ilicitude”, diz a assessoria. Aécio afirma que aguarda
serenamente que os advogados tomem as providências para reverter a decisão do
STF que, segundo ele, foram tomadas sem amparo na Constituição. Além disso,
Aécio disse confiar que terá “restabelecido o mandato que lhe foi conferido por
mais de 7 milhões de mineiros”.
VEJA.com

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